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STF condena mandantes do assassinato de Marielle Franco por unanimidade

Primeira Turma fixa penas para irmãos Brazão e outros três réus; Rivaldo Barbosa é absolvido do homicídio, mas condenado por corrupção e obstrução

Por Da redação
25 fev 2026, 19h02 •
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Sem dúvida: STF condena por unanimidade os irmãos Brazão como mandantes e aplica penas que chegam a 76 anos de prisão (Guilherme Cunha - Alerj/Divulgação)
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  • O Supremo Tribunal Federal condenou, por unanimidade, os irmãos Domingos Brazão (conselheiro do TCE-RJ) e Chiquinho Brazão (ex-deputado) como mandantes do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

    A decisão foi tomada na Primeira Turma, com votos do relator Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

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    Além de confirmar a participação dos irmãos no planejamento do crime, também foram fixadas as penas dos demais acusados. No placar final, ficaram assim as condenações informadas na apuração:

    Domingos Brazão: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada — 76 anos e 3 meses de prisão.

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    Chiquinho Brazão: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada — 76 anos e 3 meses de prisão.

    Ronald Paulo Alves Pereira (major da PM): duplo homicídio e homicídio tentado — 56 anos de prisão.

    Rivaldo Barbosa (delegado e ex-chefe da Polícia Civil): 18 anos de prisão por corrupção passiva e obstrução de Justiça. Ele foi absolvido do homicídio qualificado por “dúvida razoável”, mas a Turma entendeu que houve atuação para atrapalhar a apuração e recebimento de vantagem indevida.

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    Robson Calixto Fonseca (PM e ex-assessor): organização criminosa — 9 anos de prisão.

    Na leitura apresentada durante o julgamento, a execução teria sido motivada pela atuação política de Marielle, que teria contrariado interesses ligados à regularização de áreas sob influência de milícias.

    Moraes destacou a motivação política do crime e a lógica de intimidação típica desses grupos; Zanin falou do efeito corrosivo da impunidade histórica; Cármen Lúcia sublinhou o impacto do caso para o país; e Dino criticou o início das investigações, apontando falhas graves.

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