Por que show de Roberto Carlos em Niterói virou alvo de questionamentos
Oposição cobra transparência sobre custos de evento de inauguração de equipamento cultural; prefeitura contesta críticas e nega cachê de R$ 4 milhões
A inauguração da Arena Niterói com um show de Roberto Carlos, no fim de junho, virou alvo de uma disputa política. Em reportagem publicada pelo jornal O Globo, vereadores da oposição ao prefeito Rodrigo Neves (PDT) pedem esclarecimentos sobre os gastos com o evento, a distribuição de convites para a apresentação fechada de estreia e a participação de patrocinadores na realização do espetáculo.
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Apenas o segundo show do cantor, realizado no sábado, teve venda de ingressos, com preços que chegaram a 1000 reais. A apresentação de sexta foi reservada para convidados, o que motivou pedidos de explicações sobre os critérios adotados pela prefeitura para a distribuição dos convites.
O vereador Daniel Marques (PL), integrante da Comissão de Orçamento da Câmara Municipal, protocolou um requerimento solicitando informações à prefeitura e apresentou representação ao Ministério Público para obter esclarecimentos sobre o custo da inauguração, a contratação do show e a forma de distribuição dos convites. O parlamentar também afirma que integrantes do programa municipal 60Up, da Secretaria Municipal de Idosos, teriam sido contemplados de forma desigual.
O vereador também questiona o contrato de cerca de R$ 4 milhões publicado no Diário Oficial. A prefeitura afirma que o valor não corresponde ao cachê de Roberto Carlos, mas à operação da Arena Niterói durante sua fase inicial de funcionamento, entre os dias 15 e 26 de junho, incluindo os chamados eventos-teste.
Outro ponto levantado pela oposição é a participação da concessionária Águas de Niterói. Em vídeo publicado nas redes sociais, o secretário regional de Icaraí, Raphael Costa, afirmou que o cachê do cantor foi patrocinado pela empresa. Em nota enviada ao Jornal O Globo, a prefeitura negou ter pago cachê ao artista e classificou como “falsa notícia” a informação de que o contrato de R$ 4 milhões se referia ao show.
A Águas de Niterói informou que patrocinou parte da programação de inauguração da Arena, incluindo contrapartidas como exposição da marca, vídeos institucionais, pontos de hidratação, área para convidados e distribuição de convites, mas não divulgou o valor investido nem a quantidade de ingressos distribuídos. O Ministério Público ainda não informou se abriu procedimento para apurar o caso.





