Por que show de Roberto Carlos em Niterói virou alvo de questionamentos

Oposição cobra transparência sobre custos de evento de inauguração de equipamento cultural; prefeitura contesta críticas e nega cachê de R$ 4 milhões

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jul 2026, 11h49 | Atualizado em 7 jul 2026, 11h52
Roberto Carlos Live in Mexico
Roberto Carlos: show do cantor na inauguração de novo equipamento cultural de Niterói é alvo de críticas de opositores do governo municipal (GettyImages/Divulgação)
Continua após publicidade
Por que show de Roberto Carlos em Niterói virou alvo de questionamentos Priorizar nos meus resultados Google

A inauguração da Arena Niterói com um show de Roberto Carlos, no fim de junho, virou alvo de uma disputa política. Em reportagem publicada pelo jornal O Globo, vereadores da oposição ao prefeito Rodrigo Neves (PDT) pedem esclarecimentos sobre os gastos com o evento, a distribuição de convites para a apresentação fechada de estreia e a participação de patrocinadores na realização do espetáculo.

+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui

Apenas o segundo show do cantor, realizado no sábado, teve venda de ingressos, com preços que chegaram a 1000 reais. A apresentação de sexta foi reservada para convidados, o que motivou pedidos de explicações sobre os critérios adotados pela prefeitura para a distribuição dos convites.

O vereador Daniel Marques (PL), integrante da Comissão de Orçamento da Câmara Municipal, protocolou um requerimento solicitando informações à prefeitura e apresentou representação ao Ministério Público para obter esclarecimentos sobre o custo da inauguração, a contratação do show e a forma de distribuição dos convites. O parlamentar também afirma que integrantes do programa municipal 60Up, da Secretaria Municipal de Idosos, teriam sido contemplados de forma desigual.

O vereador também questiona o contrato de cerca de R$ 4 milhões publicado no Diário Oficial. A prefeitura afirma que o valor não corresponde ao cachê de Roberto Carlos, mas à operação da Arena Niterói durante sua fase inicial de funcionamento, entre os dias 15 e 26 de junho, incluindo os chamados eventos-teste.

Continua após a publicidade

Outro ponto levantado pela oposição é a participação da concessionária Águas de Niterói. Em vídeo publicado nas redes sociais, o secretário regional de Icaraí, Raphael Costa, afirmou que o cachê do cantor foi patrocinado pela empresa. Em nota enviada ao Jornal O Globo, a prefeitura negou ter pago cachê ao artista e classificou como “falsa notícia” a informação de que o contrato de R$ 4 milhões se referia ao show.

A Águas de Niterói informou que patrocinou parte da programação de inauguração da Arena, incluindo contrapartidas como exposição da marca, vídeos institucionais, pontos de hidratação, área para convidados e distribuição de convites, mas não divulgou o valor investido nem a quantidade de ingressos distribuídos. O Ministério Público ainda não informou se abriu procedimento para apurar o caso.

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Domine o fato. Confie na fonte.
15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês