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Segurança Presente pode ser suspensa por falta de financiamento

Financiadora do projeto, Fecomércio polemizou e alegou que o convênio tem características que “refletem a criação de um processo de milícia"

Por Redação VEJA RIO - 8 jan 2018, 20h48

Programa que já prendeu mais de sete mil suspeitos desde seu início, em 2015,  a Operação Segurança Presente corre risco de ser suspensa por falta de financiamento. Atualmente atuando na Lagoa, no Aterro, no Méier e no Centro, o projeto ajudou a conter os números da violência segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP) da Secretaria de Segurança.

Financiada pelo governo do estado, prefeitura (apenas Centro) e a Fecomércio, a ação pode estar com os dias contados pois uma auditoria feita pela própria entidade mostrou que o convênio para reforçar a segurança foge aos “fins institucionais do Senac/RJ por se tratar da destinação de recursos para a segurança pública do Rio e não à geração da empregabilidade por meio da educação profissional”. Um trecho polêmico da posição da empresa diz ainda que o convênio tem características que “refletem a criação de um processo de milícia, por tratar-se de parceria entre uma instituição privada e um ente público, oficializando a criação de uma organização paramilitar”.

Atualmente, a operação envolve 900 policiais nas quatro regiões. Até a última sexta-feira, a Segurança Presente já havia registrado 6.045 prisões em flagrante, além da captura de 941 foragidos da Justiça. Segundo o estado, não há risco de o projeto terminar agora. A Secretaria de Governo informou que no Centro, houve renovação em 1º de julho por mais um ano. O mesmo ocorreu em dezembro, para Lagoa, Méier e Aterro.

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