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Segundo relatório, 112 escolas do Rio estão em condição precária

O Tribunal de Contas do Município (TCM) analisou 194 unidades de ensino e constatou piora na estrutura que 654,9 mil alunos utilizam

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 13 jul 2018, 17h42 - Publicado em 13 jul 2018, 17h15

O relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM), que começou a ser votado nesta quinta (12), revela que 112 das 194 escolas pesquisadas se encontram em condições precárias. De acordo com o documento, os estudantes perderam 1.576 tempos de aula por semana, uma média de 8,2 tempos de aula por unidade de ensino. Apenas uma delas operava com laudo do Corpo de Bombeiros em dia.

O relatório identificou piora na infraestrutura de que dispõem 654,9 mil alunos de 1.537 escolas. Uma amostragem semelhante de 2016 constatou sinais de precariedade em 42,05% das unidades, contra 57,4% de 2017. Recentemente, houve uma queda de braço entre os secretários da Casa Civil, Paulo Messina, e o de Educação, Cesar Benjamin, que deixou o governo. Segundo ele, a verba de R$ 200 milhões para investimentos em escolas eram repassados por Messina, que se tornou articulador de Crivella nas negociações com a Câmara relativas ao impeachment, barrado nesta quinta (12).

Na sessão, o órgão determinou que Marcelo Crivella terá 30 dias para sanar as dúvidas do tribunal. Nestor Rocha, conselheiro-relator do processo, constatou déficit de R$ 1,6 bilhão no primeiro ano de mandato. O prefeito, segundo seus críticos, não teria tomado medidas para minimizar a perda de arrecadação.

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