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‘Ronaldão’, o monstro de Ipanema, é preso depois de agredir mais um

Com histórico de agressões aleatórias, Ronaldo Rocha vinha aterrorizando os arredores da Praça General Osório; última vítima levou cem pontos na cabeça

Por Cleo Guimarães 9 nov 2020, 11h20

Moradores de Ipanema acordaram aliviados nesta segunda (9). Ronaldo Alves da Rocha, o Caveira, foi preso no fim de semana pelos policiais da 14ª DP (Leblon). Conhecido (e muito temido) no bairro por agredir aleatoriamente quem cruza o seu caminho, Ronaldo fez sua vítima mais recente nesta sexta, um dia antes de ser capturado, escondido na mata, em Piabetá, na Baixada Fluminense.

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Um professor que fazia exercícios de alongamento na Praia de Ipanema, na altura da Rua Vinícius de Moraes, foi encaminhado desacordado para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, depois de ser agredido a pauladas por Caveira e mais dois comparsas (entre eles, uma mulher). Ele levou mais de cem pontos na cabeça e na orelha e disse que, ao ser atacado, ouviu o agressor gritar: “Sai, Satanás!”.

Sem dó: professor foi agredido gratuitamente Facebook/Reprodução

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Integrantes de um grupo de moradores de Ipanema no Facebook relatam outros casos de violência de Ronaldo, ou Ronaldão, que é descrito como “um gigante de quase dois metros de altura”. “Morro de medo dele. Uma vez entrou no Zona Sul da Praça General Osório e começou a gritar, dizendo que queria bater em alguém. Ninguém fez nada. Quando o vejo, mudo de calçada“, escreveu uma participante do grupo. “Tenho medo de andar com o meu neto e bater de frente com ele”, afirma outra. “Entro numa garagem quando o vejo”, é outro comentário.

Figura conhecida em Ipanema, Ronaldo é chamado de “gigante” por moradores Facebook/Reprodução

Ronaldo teria problemas psiquiátricos e longa ficha na Polícia: ele já foi detido dez vezes por agressões e ameaças. Dois recentes episódios de violência em Ipanema foram narrados no grupo, um deles contra um feirante (“Bateu muito”), e outro contra um taxista, que teve seu carro amassado a socos e chutes.

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Em entrevista à Globo, a delegada Natacha Oliveira, da 14ª DP (Leblon), afirma que “É comum ele agredir pessoas aleatoriamente na rua”, e que Caveira foi indiciado por tentativa de homicídio, já que, por ter golpeado a cabeça do professor, teve a intenção de matá-lo. No apartamento onde Ronaldo mora, na Rua Teixeira de Melo, foram apreendidos um porrete e uma cruz gigante com facas afiadas amarradas às pontas.

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