Rock in Rio: por que vale a pena prestar atenção à guitarra de Dave Grohl
Todos os membros do Foo Fighters possuem modelos de instrumentos cocriados com algumas das maiores marcas do mundo
Na madrugada deste sábado (5), enquanto os fãs se deliciarem com hits como Everlong, My Hero, Monkey Wrench e Learn To Fly, um detalhe no palco pode passar despercebido pelo público de 100 000 pessoas que se reúne para assistir o Foo Fighters no Rock In Rio.
Todos os membros da banda headliner do Palco Mundo possuem modelos de assinatura criados por algumas das maiores empresas de instrumentos de corda do mundo.
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Modelos de assinatura são instrumentos desenvolvidos por músicos em parceria com empresas, a partir de elementos específicos da estética, da tocabilidade e do som característicos do instrumentista.
Essas guitarras e baixos são produzidas não só para os artistas, como também são lançadas nas linhas de produção das empresas, podendo ser fabricadas por anos ou em tiragem limitadas — em ambas modalidades, se tornam objetos de desejo de fãs, colecionadores e músicos de bandas covers.
Desde 2007, a Gibson lançou no mercado a DG-335, assinada por Dave Grohl, que faz uma releitura moderna do instrumento lançado por Trini Lopez (1937-2020) em 1964 — que já era uma customização do lendário modelo 335. A guitarra marcará presença no Rock In Rio 2026.
O instrumento se tornou um sucesso desde seu lançamento, limitado a 300 unidades, em 2007 — hoje, guitarras desse primeiro lote chegam a custar US$ 19 000.
Com a alta procura, o modelo foi relançado e recebeu versões com valores diferentes. Foram feitas desde opções com construção mais simples, da Epiphone (R$ 9 990,00 no Brasil), até uma edição de luxo na cor branca com detalhes em dourado.
Esta, lançada em 2025, foi limitada a 50 unidades, vendidas inicialmente a 11 999,00 dólares. Em julho, Dave usou a sua no festival NOS Alive, em Portugal, o que cria a esperança de que ela pode dar as caras na Cidade do Rock.
Baixista do Foo Fighters, Nate Mendel assina um modelo de Precision Bass da Fender, que foi lançado em 2012 e é seu principal instrumento no palco.
O contrabaixo vendido na combinação de cores vermelho e preta possui ponte e captação de luxo, e é encontrado hoje no eBay por valores entre 6 e 10 mil dólares. No Brasil, há uma unidade na OLX à venda por R$ 13 700,00.
A empresa também produz desde 2012 instrumentos assinados pelo guitarrista Chris Shifflet. A Telecaster Deluxe do músico foi criada em duas versões, com diferenças na eletrônica e em detalhes de construção e cores.
Chris costuma usar no palco o modelo Cleaver — o mais luxuoso da linha, lançado em 2024 –, na cor cinza metálico, que inclui captadores P-90 livres de ruídos, que também levam seu nome no modelo.
A versão mais simples, é vendida no Brasil por R$ 16.169,00. Já a Cleaver, é encontrada fora do país na faixa de U
Desde os tempos do Nirvana, Pat Smear subia ao palco com guitarras da marca sueca Hagström. Em 2013, a companhia desenvolveu um instrumento em parceria com o músico, que segue disponível no mercado na faixa de US$ 1 000 — preço médio de uma guitarra de padrão profissional nos Estados Unidos.
Com o próprio nome do músico no modelo, a guitarra mistura elementos vintage e modernos, com captadores duplos e acabamento na cor preta.
Quem também possuía um instrumento com sua assinatura era Taylor Hawkins, ex-baterista da banda, falecido em 2022.
Ao lado da Gretsch — marca utilizada por artistas como George Harrison (1943-2001), Lou Reed (1942-2013) e John Frusciante, o percussionista desenvolveu uma caixa de bateria lançada em 2013 e descontinuada em 2022, após o seu falecimento.
No sábado (5), outro headliner se destaca com suas guitarras e baixos assinatura: O Avenged Sevenfold.
Produzidos pela norte-americana Schecter, os instrumentos de Synyster Gates, Zacky Vengeance e Johnny Christ possuem formato de corpo e elementos que remetem ao heavy metal.
A cobertura do Rock In Rio por VEJA RIO é um oferecimento de TIM







