Risco de desabar? Centro tem quase 900 imóveis em péssimo estado de conservação
Levantamento da prefeitura aponta 887 construções em condições ruins ou péssimas na região
O desabamento parcial de um casarão no Cosme Velho, que feriu uma mulher e sua filha no último sábado (19), voltou a chamar atenção para o estado dos imóveis antigos do Rio. No Centro, 887 construções foram classificadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento como mal conservadas: 775 estão em estado ruim e 112, em estado péssimo. Os dados foram divulgados pelo O Globo. A classificação, por si só, não equivale a um laudo que ateste risco de desabamento em cada endereço.
A prefeitura começou a ampliar as desapropriações de imóveis deteriorados. Além dos endereços no Cosme Velho, deu início ao processo para sete propriedades nas ruas Barão de São Félix e Leandro Martins, no Centro. Após o acidente, o prefeito Eduardo Cavaliere anunciou que uma nova leva de desapropriações alcançaria o Centro Histórico. A intenção é levar os imóveis a leilão para que sejam recuperados e recebam novos usos.
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Especialistas defendem uma avaliação mais detalhada das construções. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio considera superficial o levantamento disponível, enquanto o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia ressalta a responsabilidade dos proprietários pela manutenção. A dimensão do problema já está mapeada; identificar quais imóveis apresentam perigo imediato exige inspeções específicas.







