Risco de desabar? Centro tem quase 900 imóveis em péssimo estado de conservação

Levantamento da prefeitura aponta 887 construções em condições ruins ou péssimas na região

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 set 2026, 11h33
Dois bombeiros com capacetes laranja e uniformes cáqui observam um prédio parcialmente desabado, com telhado e paredes superiores destruídos. Há escombros no chão e uma fita de isolamento amarela e preta. O prédio tem portas de aço grafitadas e uma parede lateral coberta por hera. Ao fundo, um edifício branco e o céu azul
Desabamento no Cosme Velho: Prefeitura determinou desapropriação desse e de outros imóveis degradados (CBMERJ/Divulgação)
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O desabamento parcial de um casarão no Cosme Velho, que feriu uma mulher e sua filha no último sábado (19), voltou a chamar atenção para o estado dos imóveis antigos do Rio. No Centro, 887 construções foram classificadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento como mal conservadas: 775 estão em estado ruim e 112, em estado péssimo. Os dados foram divulgados pelo O Globo. A classificação, por si só, não equivale a um laudo que ateste risco de desabamento em cada endereço.

A prefeitura começou a ampliar as desapropriações de imóveis deteriorados. Além dos endereços no Cosme Velho, deu início ao processo para sete propriedades nas ruas Barão de São Félix e Leandro Martins, no Centro. Após o acidente, o prefeito Eduardo Cavaliere anunciou que uma nova leva de desapropriações alcançaria o Centro Histórico. A intenção é levar os imóveis a leilão para que sejam recuperados e recebam novos usos.

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Especialistas defendem uma avaliação mais detalhada das construções. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio considera superficial o levantamento disponível, enquanto o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia ressalta a responsabilidade dos proprietários pela manutenção. A dimensão do problema já está mapeada; identificar quais imóveis apresentam perigo imediato exige inspeções específicas.

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