Rio Rotativo Digital pelo Jaé: tire suas principais dúvidas

Com pagamento exclusivamente digital, o sistema entra em fase de testa nesta sexta-feira (17), no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jul 2026, 12h41
Mão segurando um smartphone com o aplicativo Joé aberto, mostrando um carro cinza estacionado e o Pão de Açúcar ao fundo. O celular está sobre um estacionamento com vários carros, incluindo um preto e um azul escuro
Novas regras: Prefeitura do Rio dá início aos primeiros testes de implementação do Rio Rotativo Digital. (Apriori1/Getty Images; Marcelo Piu/Prefeitura do Rio de Janeiro)
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Na próxima sexta-feira (17), o novo sistema Rio Rotativo Digital de estacionamento público da Prefeitura do Rio começa a funcionar, em fase de teste, no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas.

O pagamento será feito exclusivamente pelo aplicativo Jaé, com fiscalização eletrônica e monitoramento em tempo real das vagas. A implantação será gradual em sete bolsões da região, mas a tarifa continua a mesma: dois reais por até duas horas de permanência.

O usuário precisa escolher a opção Rio Rotativo, confirmar o endereço indicado pelo GPS, informar a placa e selecionar o tempo de permanência. Os créditos podem ser comprados por Pix ou cartão de crédito.

O motorista pode renovar o período duas vezes e ficar na vaga por até seis horas. Depois disso, é preciso esperar pelo menos uma hora pra estacionar novamente na mesma zona.

O estacionamento pode durar entre duas, quatro e seis horas. Em casos de imprevisto, o motorista tenha algum imprevisto, como falta de internet ou bateria no telefone, ele pode, num período de oito horas, fazer o pagamento — o valor, no entanto, será dobrado.

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Se ainda assim ele não pagar, após essas oito horas, o sistema vai cruzar as informações ele será multado.

Quem estaciona no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas vai poder pagar pelo celular, sem talão de papel, a partir desta sexta-feira (17). A mudança foi regulamentada por decreto publicado nesta terça-feira no Diário Oficial do Município.

O primeiro teste do Rio Rotativo Digital começa com 667 vagas em sete pontos, nas avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa.

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Os bolsões ficam perto do Clube Caiçaras, do Parque das Taboas, do Parque dos Patins, do Clube Piraquê e do Parque do Cantagalo. O funcionamento vai ser diário, das 7h às 23h, com vagas para carros, motocicletas, idosos e pessoas com deficiência.

A implantação vai ocorrer aos poucos, conforme a Prefeitura instalar a nova sinalização. Só as vagas identificadas como parte do Rio Rotativo Digital entram no novo modelo. Nos trechos onde as placas ainda não tiverem sido trocadas, continua valendo o sistema anterior.

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Durante a fase de adaptação, os motoristas vão receber orientações e não vão ser multados apenas pela falta de pagamento ou pelo descumprimento das regras específicas do novo sistema.

Isso não impede autuações por outras infrações, como parar sobre a calçada, ocupar vaga reservada sem credencial ou estacionar em local proibido. A Prefeitura ainda não informou quanto tempo esse período vai durar.

O decreto também cria um novo modelo de atuação para os guardadores de veículos cadastrados, que vão passar por treinamento. Eles vão ajudar a prefeitura na coleta de informações sobre a ocupação das vagas por meio do Rio Rotativo Digital.

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O decreto deixa claro, porém, que esses profissionais não têm poder de fiscalização e nem podem aplicar multas. A emissão dos autos de infração continua sendo atribuição exclusiva da autoridade de trânsito, com base nas imagens e registros gerados pelo sistema.

As associações credenciadas serão responsáveis pela indicação dos guardadores habilitados para atuar na plataforma e pelo fornecimento de uniforme e celular aos profissionais.

A medida também cria a Conta de Arrecadação de Estacionamento Rotativo (CAER), vinculada à Câmara de Compensação Tarifária, que vai centralizar a arrecadação do sistema.

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Segundo a prefeitura, os recursos serão usados para custear a operação, a fiscalização e a infraestrutura tecnológica. Um eventual superávit pode ser destinado ao financiamento de projetos de mobilidade urbana sustentável.

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