Rio responde por quase metade do roubo de carga no país
A indústria farmacêutica está em alerta: cerca de 40% das perdas do setor em todo o Brasil ocorrem no território fluminense
O Rio de Janeiro concentrou 44% dos prejuízos com roubos de cargas no país no primeiro trimestre, segundo levantamento da empresa de logística Nstech.
A capital responde sozinha por mais da metade das perdas no estado (51,9%), seguida por São Gonçalo (14%), Nova Iguaçu (9,6%) e Duque de Caxias (9,4%).
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O número coloca o estado à frente de São Paulo (28,1%) e Bahia (9,2%).
Outro dado que chama atenção é que as quadrilhas estão migrando das estradas para os centros urbanos: 60,7% dos prejuízos ocorreram em trechos urbanos.
As rotas mais visadas são as internas do estado, com 30,8%. Logo em seguida, aparecem as que chegam ao Rio, como SP-RJ (16,4%) e MT-RJ (9,8%).
Cargas fracionadas e alimentos lideram o ranking de mercadorias roubadas, mas os remédios vêm subindo na lista dos mais visados por quadrilhas, acendendo um alerta no setor.
Segundo a Associação Brasileira dos Distribuidores de Medicamentos Especializados (Abradimex), cerca de 40% dos roubos de cargas farmacêuticas registrados no país ocorrem no Rio de Janeiro.
Já um levantamento da Nstech mostra que, no primeiro trimestre de 2025, os remédios respondiam por 1,7% dos prejuízos com roubo de carga, enquanto nos três primeiros meses deste ano a perda com medicamentos equivaleu a 22,3% do total.
Ainda segundo a Abradimex, os roubos de cargas de remédios elevaram em até 30% os custos com transporte, escoltas armadas e seguros no estado do Rio de Janeiro.





