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Rio tem queda de 16% nos homicídios dolosos, segundo ISP

Foram registrados 313 casos em março, atingindo o menor índice da série histórica. Já as mortes por intervenção policial subiram 37% em relação a 2020

Por Agência Brasil Atualizado em 29 abr 2021, 12h05 - Publicado em 29 abr 2021, 11h57

O estado do Rio registrou em março deste ano 313 homicídios dolosos. O número representa uma queda de 16% na comparação com março de 2020 e é o menor para o mês em toda a série histórica, iniciada em 1991. Os dados foram divulgados nesta quinta (29) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

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O primeiro trimestre do ano registrou queda de 13% no indicador, na comparação com 2020, com um total de 920 vítimas, também o menor da série histórica. Para os crimes violentos letais intencionais, que reúne os homicídios dolosos, lesão corporal seguida de morte e latrocínio, a queda registrada em março foi de 15%, num total de 326, e diminuiu 12% no primeiro trimestre, com 964 vítimas.

Segundo o ISP, a pandemia da Covid-19 e as medidas de distanciamento social podem contribuir para essa queda, mas, por outro lado, o instituto aponta que uma maior exposição a fatores estressantes e uma menor vigilância policial podem facilitar a violência interpessoal.

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As morte por intervenção de agente do Estado somaram 453 no primeiro trimestre de 2021, um aumento de 4%, e 157 em março, 37% a mais do que o mesmo mês de 2020.

Apreensões

Em março, as forças de segurança do estado apreenderam 638 armas, sendo 43 fuzis, o que representa um aumento de 13% e de 19,4% nos fuzis na comparação com o mesmo mês de 2020. Nos primeiro trimestre de 2021, as apreensões somam 1 910 armas, sendo 136 fuzis.

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Nos crimes contra o patrimônio, os roubos de veículos diminuíram 20% no primeiro trimestre do ano, com 6.871 casos, e queda de 3% em março, num total de 2 367 registros. Em roubo de carga foram 397 casos em março, um aumento de 9% na comparação com o mesmo mês de 2020, e 1 111 no trimestre, com queda de 18%.

Os roubos de rua, que incluem roubo a transeunte, de aparelho celular e em coletivo, somaram 19.068 casos no primeiro trimestre de 2021 e 6 350 em março. Na comparação com o ano passado, houve redução de 25% no acumulado do ano e de 8% em relação a março.

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