Rio na moda: estilo e comportamento carioca desfilam em galeria virtual

Iniciativa se encaixa sob medida no objetivo do Instituto Rio Memórias, dedicado a divulgar a nossa história e cultura

Por Paula Autran 14 ago 2026, 06h01
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Pano para manga: 'Não existe um vestir carioca, pois são muitos Rios' (Rio na Moda/Divulgação)
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Estilo e comportamento desfilam na passarela da nova galeria de imagens do museu virtual do Instituto Rio Memórias. Batizada de Rio na Moda, ela se encaixa sob medida no objetivo da organização, dedicada a divulgar a nossa história e cultura. Em foco, estão desde os povos originários que habitavam o que hoje é a Cidade Maravilhosa, até modistas, costureiros e estilistas relevantes nesse universo.

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Quitandeira: gravura a partir do desenho de Joaquim Lopes de Barros Cabral dá o tom de como eram as roupas que circulavam nas ruas cariocas em 1840 (Rio na Moda/Divulgação)

“Roupa vai muito além do tecido. Pode ser tatuagem, pintura corporal… Neste sentido, é um equívoco dizer que os indígenas andavam nus”, pondera a pesquisadora e figurinista Carolina Casarin, curadora da mostra on-line. Ela lembra que, a partir dos anos 1960, surgiram novos paradigmas para o vestuário, que se tornou mais informal ao redor do mundo — o que caiu como uma luva por aqui.

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A voz das ruas: retrato de como se vestiam mulheres de classes mais baixas do século XIX (Rio na Moda/Divulgação)

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“Não existe um único vestir carioca, pois são muitos Rios. Este é um território múltiplo e diversificado”, pontua ela. No entanto, alguns elementos se destacam, como a presença de cores e adereços: “Há uma força estética de afirmação de determinados valores, como alegria e humor, que é um soft power nosso”, alinhava.

 

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Rio na Moda3Quitandeira, gravura a partir do desenho de Joaquim Lopes de Barros Cabral Teive, 1840, Instituto Moreira Salles_Rio na moda.png
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