Estatística apavorante: No Rio, 80 carros são roubados a cada dia

Estudo aponta que 18% dos veículos recuperados foram encontrados em seis regiões dominadas por organizações criminosas

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 jun 2026, 12h31 | Atualizado em 26 jun 2026, 12h42
trânsito na Barra
Roubo de automóveis cresceu 23% no estado em comparação com 2025 (Fernando Frazão/Agência Brasil)
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O roubo de veículos segue em alta no estado do Rio. Entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 12.104 casos — alta de 23% em relação ao mesmo período de 2025 —, o equivalente a cerca de 80 ocorrências por dia, de acordo com um estudo inédito do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio (ISP).

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O levantamento revela ainda que parte significativa dos veículos recuperados é encontrada em grande  áreas sob influência do crime organizado. Em 2025, cerca de 80% dos automóveis roubados ou furtados foram localizados em apenas cinco municípios: Rio, Duque de Caxias, São Gonçalo, Belford Roxo e São João de Meriti.

Publicado nesta semana, o estudo Roubo e recuperação de veículos: padrões de criminalidade no estado do Rio de Janeiro aponta que, das 17.228 recuperações realizadas no ano passado, 18% se concentraram em seis regiões da capital: Chapadão, Pedreira, Juramento, Manguinhos, Parque Arará e Complexo da Maré. A maior parte dos veículos foi encontrada no interior de comunidades ou nas proximidades de áreas dominadas por organizações criminosas.

Os crimes de roubo e furto de veículos figuram entre os delitos patrimoniais de maior incidência no estado e produzem impactos que vão além da perda material imediata, alimentando mercados ilícitos e outras dinâmicas criminosas, destaca o ISP.

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Uma análise do número de roubos e furtos de veículos por área indica que 50% dos casos ocorridos na capital fluminense estão concentrados em 4,3% da cidade. Já em Duque de Caxias, esse número passa para 2,6%. Em São João de Meriti, São Gonçalo e Nova Iguaçu, a concentração das subtrações é de 12%, 5,2% e 3% da área territorial dos municípios, respectivamente.

O estudo mostra também que a comunicação do crime para a polícia é rápida, com 92,2% dos automóveis e 91,8% das motocicletas sendo registrados em até três dias. A maioria desses veículos, sendo 95,4% dos carros e 64,4% das motos é recuperada em até 72 horas. 

Segundo o levantamento, os fluxos observados indicam trajetórias planejadas ou induzidas em direção a locais de receptação, de acordo com as redes de transações ilícitas presentes em cada território.

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