Como é o projeto da prefeitura para reabrir os cinemas de rua

A iniciativa Reviver Cinema prevê parcerias e investimentos para revitalizar salas de exibição em diferentes regiões do Rio

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 set 2026, 16h24 | Atualizado em 11 set 2026, 12h19
Montagem de duas fotos antigas: à esquerda, em sépia, a fachada do Cine Matilde Bangu com pessoas e um carro na rua; à direita, em preto e branco, o interior do cinema com a bilheteria e escadas
Cine Matilde: espaço que fechou em 1990 será um dos primeiros imóveis a participar do Reviver Cinema (Museu de Bangu/Marcos André Pinto/Reprodução)
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A Prefeitura do Rio anunciou um novo projeto de investimento na revitalização de cinemas de rua. O programa Reviver Cinema tem como objetivo reabrir salas de exibição fechadas no município e será dividido em três etapas.

Uma das primeiras ações será no antigo Cine Matilde, em Bangu, na Zona Oeste. Inaugurado em 1963, o lugar está desativado desde os anos 1990. O imóvel será desapropriado e transformado em um espaço cultural com cinema, teatro e outras atividades.

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As três etapas do Reviver Cinema

A primeira fase do projeto consiste em incorporar na iniciativa prédios e espaços já existentes ou que podem ser reativados por meio de parcerias público-privadas.

O segundo estágio da iniciativa inclui os imóveis que já estão em processo de desapropriação pela prefeitura. Entre eles estão o antigo Cine Vaz Lobo, localizado no bairro de mesmo nome, e o Cine Costinha, no Cachambi. A previsão é que as obras comecem no próximo ano.

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Comparativo do Cine Vaz Lobo: à esquerda, o prédio atual, deteriorado, com pichações VENDO HERANÇA e portões azuis. À direita, foto antiga em preto e branco, mostrando o cinema em funcionamento, com letreiros de PROGRAMMA INAUGURAL e GETULIO VARGAS
Cine Vaz Lobo: espaço estará na segunda etapa do projeto municipal (Júlia Aguiar e Instituto Histórico e Geográfico Baixada de Irajá - IHGBI/Divulgação)
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Por fim, na terceira e última fase a RioFilme, empresa municipal que atua no setor da sétima arte, fará um mapeamento de outros espaços onde funcionaram cinemas e que poderiam ser desapropriados e transformados em um polo cultural.

Segundo o secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha, a proposta não é apenas recuperar as salas de exibição e sim transformar os imóveis em centros culturais com diferentes atividades. Os espaços poderão receber, além do cinema, teatro, exposições, atividades comunitárias e outras ações culturais.

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