Residencial no Colégio Bennett: MP volta a pedir paralisação das obras

A preservação do patrimônio é um dos pontos sensíveis da disputa. Moradores do Flamengo fizeram manifestação após derrubada de árvores

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 abr 2026, 10h39 | Atualizado em 24 abr 2026, 11h08
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Crime ambiental: troncos cortados no terreno do antigo Colégio Bennett viraram símbolo do Rio que perde sombra e ganha concreto (Instagram @Amafla/Divulgação)
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A polêmica envolvendo a construção de um prédio residencial no terreno do antigo Colégio Bennett, no Flamengo, Zona Sul da cidade, não tem fim.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) voltou a se posicionar pela paralisação das obras.

Na mais recente manifestação, o órgão pede que seja mantida a decisão inicial da Justiça que havia interrompido as intervenções e solicita o replantio de toda a vegetação retirada até agora.

O MP também chama a atenção para a preservação do chamado casarão rosa — imóvel tombado desde 2014.

A preservação do patrimônio é um dos pontos sensíveis da disputa.

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Na manifestação, divulgada pelo colunista Ancelmo Góis, do jornal O Globo, o órgão aponta risco de danos irreversíveis e defende a necessidade de reavaliar as intervenções antes de qualquer avanço das obras.

Às vésperas do Réveillon de 2026, um vídeo que mostrava a derrubada de árvores centenárias no local causou revolta entre os moradores da região.

Ao todo, 71 exemplares foram ao chão para que um condomínio residencial com 350 apartamentos começasse a ser erguido.

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Moradores da região denunciam desde o início possíveis irregularidades no projeto e impactos ao entorno e já realizaram manifestações na Rua Marquês de Abrantes contra o projeto imobiliário.

O lançamento do projeto imobiliário, no entanto, está previsto para o fim do ano.

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Nesta sexta (24), a empresa responsável pelo empreendimento, enviou a seguinte nota a VEJA RIO:

“A Newview Incorporadora esclarece que o posicionamento apresentado pelo MPRJ faz parte do trâmite regular de processos em segunda instância e já era esperado. Ressalta ainda que as alegações reiteram pontos anteriormente analisados pelo Judiciário, não trazendo fatos novos ao caso.

A liminar previamente concedida foi cassada, com decisão favorável à continuidade do empreendimento. A incorporadora também destaca que os imóveis tombados existentes no terreno, que se encontravam em avançado estado de deterioração, serão preservados, restaurados e incorporados ao projeto.

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A revitalização dessas edificações representa não apenas o cumprimento de obrigações legais, mas um efetivo resgate do patrimônio histórico, devolvendo à comunidade bens que há anos se degradavam pelo abandono. A Newview reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito ao meio ambiente, ao patrimônio e à comunidade do Flamengo.”

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