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Reportagem levanta suspeitas sobre o sucesso dos bares Riba

Texto publicado na internet descreve a íntima ligação entre as empresas dos sócios da rede e o governos do estado e do município do Rio

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 31 jan 2017, 14h51 - Publicado em 31 jan 2017, 14h13

Em franca expansão, a rede de bares Riba – com unidades na Rua Dias Ferreira, nas praias do Leblon e Barra, e prestes a inaugurar um ponto na valorizada Rua Garcia D’Ávila, em Ipanema – foi alvo de uma reportagem da agência de jornalismo investigativo Sportlight. A matéria do jornalista Lúcio de Castro publicada na terça (31) aponta fortes afinidades entre os sócios dos bares, o ex-governador Sérgio Cabral, preso desde novembro pela operação Lava Jato, e o ex-prefeito Eduardo Paes. Além disso, sugere que essas íntimas relações com o poder público podem ter facilitado o vertiginoso crescimento do Riba, surpreendente em tempos de crise.

Segundo a reportagem, os sócios Marco Antônio de Luca e José Mantuano de Luca Filho têm profundas ligações, através de suas outras empresas, com a administração pública do estado. Marco, por exemplo, teria participado do emblemático jantar da “Turma do Guardanapo”, em Paris. Ele também tem propriedade no mesmo condomínio de Mangaratiba onde o ex-governador costumava veranear.

Somados os contratos, informa a agência Sportlight, as empresas Masan Alimentos e Serviços, de Marco Antônio de Luca, e Comercial Milano, de José Mantuano de Luca Filho, receberam mais de 700 milhões de reais dos governos municipal e estadual entre 2008 e 2016. Os vínculos se estenderiam ao italiano Arturo Isola, com 1% de participação no negócio, que atua como porta-voz do Riba. Ele é casado com uma prima de Paulo Fernando Magalhães Pinto, ex-assessor especial de Cabral, preso junto com o ex-governador. Atualmente em prisão domiciliar, ele negocia delação premiada.

Procurado por VEJA RIO, Marco Antônio de Luca não respondeu às ligações.

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