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Protestos frequentes são o único sinal de vida na UERJ

A instituição está paralisada por longa agonia provocada pela falência do governo fluminense

Por Pedro Tinoco 28 jan 2017, 01h00

Com matéria de uma página, publicada em novembro de 2015, antiga edição de VEJA RIO denunciava a suspensão, por problemas de caixa no governo fluminense, das aulas na Uerj. Pouco mais de seis meses depois, em junho de 2016, a situação periclitante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro foi parar na capa da revista, em reportagem com o seguinte subtítulo: “Reconhecida pela excelência acadêmica e pioneira na adoção do sistema de cotas no Rio, a universidade luta para sobreviver à pior crise desde sua criação, em 1950”. Como, ao longo de mais de um ano, muito pouco foi feito para evitar o desastre, instalou-se o caos. Após um abraço em forma de passeata, no dia 19, alunos e funcionários fizeram novo protesto contra cortes de verbas e atrasos nos pagamentos de salários e bolsas na segunda (23): um decreto de luto, que espalhou cartazes com informações sobre projetos paralisados, cruzes e coroas de flores por várias partes do câmpus. De tão habituais, manifestações como essa correm o risco de se tornar banais. Vale a pena, portanto, lembrar o que está em jogo. Na crise que draga o estado, um tipo de insolvência resultante de má administração combinada a ladroagem, foram prejudicadas as atividades de uma instituição que abriga 35 000 alunos de graduação, 4 000 estudantes de mestrado e doutorado e, no Colégio de Aplicação da Uerj, 1 100 matriculados nos ensinos médio e fundamental. Parte dessa estrutura, o Hospital Universitário Pedro Ernesto é (ou era) responsável por mais de 180 000 consultas e 10 000 internações anuais. Em avaliação do ensino superior do Brasil promovida pelo jornal Folha de S.Paulo desde 2012, a Uerj apareceu, no ano passado, em 13º lugar, entre 195 universidades. Podem-se debater, em hora e local adequados, o futuro do ensino público e gratuito, uma aplicação mais adequada do orçamento anual de 1,1 bilhão de reais da Uerj (que teve apenas 76% repassados pelo estado em 2016) e até mesmo por que time torcem os manifestantes. Agora, no entanto, a questão mais urgente é a seguinte: vai ficar assim?

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