Proteste avalia segurança em dez salas de teatro

Sinalização deficiente e falta de barras antipânico em portas estão entre as constatações nos catorze itens vistoriados

Por Redação VEJA RIO 25 jun 2015, 20h09 | Atualizado em 5 dez 2016, 12h06
Teatro Glaucio Gil
Teatro Glaucio Gil (Divulgação/Divulgação)
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Realizado em maio pela Proteste, um teste em dez teatros do Rio revelou falhas que podem ameaçar a segurança dos frequentadores. Uma equipe da associação que defende os direitos do consumidor assistiu a peças em cartaz em endereços do Centro e das zonas Norte, Sul e Oeste, onde foram avaliados catorze itens. O resultado se mostrou surpreendente. Em nove estabelecimentos, os especialistas encontraram problemas, entre sinalização das saídas de emergência, das rotas de fuga e da localização dos extintores de incêndio. No entanto, a vistoria também apontou que todas as casas foram aprovadas na distribuição de extintores, dentro da validade, e nas portas e corredores, ambos desobstruídos.

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Net Rio, Glaucio Gill, Vanucci, Clara Nunes, Teatro dos 4, Fashion Mall, Municipal, Maison de France, Grandes Atores e Miguel Falabella estão entre os endereços visitados. Entre as constatações, o teste mostrou que a sala principal do Net Rio não dispõe de sinalização da rota de fuga, além de só ter sinalização luminosa nas saídas normais e de emergência. A mesma falha foi notada no Clara Nunes. Já no Vannucci, no Fashion Mall e no Municipal, a reprovação foi pela falta de barras antipânico. 

Ainda segundo a pesquisa da Proteste, apenas os teatros dos Grandes Atores, Municipal e Maison de France orientaram a plateia, por meio de alto-falantes, a respeito dos dispositivos de segurança e dos procedimentos de evacuação da sala em caso de emergência. A vistoria da ONG aponta que o Glaucio Gill é um dos teatros que mais colocam o visitante ao perigo. Trata-se da única avaliada com riscos “potencialmente graves de acidentes”. Isso porque além da “sinalização quase inexistente na parte interna e dos poucos extintores sem identificação e obstruídos, a estrutura metálica do segundo andar está corroída e desgastada”. O  Clara Nunes foi o único teatro reprovado em outros itens de prevenção de incêndio e pânico, a exemplo de hidrantes, sensores de fumaça e botão de alarme.

 

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