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Projeto de memorial no Mirante do Pasmado causa polêmica

Especialistas consideram o obelisco em homenagem às vítimas do Holocausto como uma ameaça à paisagem natural do Rio

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 11 jun 2018, 14h35 - Publicado em 11 jun 2018, 13h59

A notícia de que o Mirante do Pasmado, em Botafogo, ganharia um obelisco em homenagem às vítimas do Holocausto tem causado polêmica. As críticas se referem ao local em que a estrutura de 22 metros de altura, dividida em dez blocos, seria construída. Localizado entre o Pão de Açúcar, a enseada de Botafogo e o Corcovado, o Morro do Pasmado fica no entorno de sítios tombados e especialistas garantem que a construção ameaça à preservação da paisagem carioca.

Apesar dos planos de levantamento da estrutura terem mais de 30 anos, o projeto inicial previa a construção na Enseada de Botafogo. Contudo, em abril do ano passado, o prefeito Marcelo Crivella cedeu o espaço do Mirante do Pasmado à Associação Cultural Memorial do Holocausto, que tenta arrecadar fundos para tirar o obelisco do papel.

A principal reação contrária é da ONG Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomus), associada à Unesco. Nos próximos dias, a entidade acionará o Heritage Alert, espécie de advertência quando considera que alguma iniciativa expõe a risco um patrimônio da Humanidade.

Segundo o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), que chancelou o projeto inicial, o instituto não foi consultado sobre a alteração do local de construção

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