Alô, aventureiros! Programa Estadual de Trilhas quer incentivar turismo sustentável

Principal iniciativa do Protrilhas/RJ, que tem coordenação do Inea, rota de 3500 quilômetros conecta mais de 100 unidades de conservação no estado

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 out 2026, 12h02 | Atualizado em 2 out 2026, 12h09
Parque Municipal de Angra dos Reis
Volta da Ilha Grande: as belas paisagens integram o percurso (Prefeitura Municipal de Angra dos Reis/Reprodução)
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Atenção, trilheiros e amantes do turismo de aventura: o Governo do Estado do Rio acaba de criar o Programa Estadual de Trilhas do Rio de Janeiro (Protrilhas/RJ). Coordenada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a iniciativa, segundo publicação do Jornal Extra, vai reunir trilhas públicas e privadas de diferentes regiões do estado e pretende organizar os percursos, estimular novas rotas e fortalecer o turismo sustentável. 

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E opção é o que não falta. Tem caminho para quem quer fazer uma caminhada leve, roteiro para quem busca contato com a natureza e até percursos para os aventureiros que gostam de um bom desafio.

A principal iniciativa do programa é a “Volta ao Rio”, uma supertrilha de longo curso com 3 500 quilômetros. A rota conecta mais de 100 unidades de conservação e atrativos turísticos em dezenas de cidades e reúne diferentes modalidades de aventura, como trekking, cicloturismo, caiaque e remo.

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Núcleo Paraíso do Parque Estadual dos Três Picos, em Guarapimirim
O Parque Estadual dos Três Picos, em Guarapimirim, é um dos que integram o conjunto do Protrilhas (Vitor Marigo/TYBA/Divulgação)

Lançada em junho, a “Volta ao Rio” aproveita percursos que já são conhecidos pelos amantes de aventura. Entre eles estão a Trilha Transcarioca, a Travessia Petrópolis-Teresópolis, caminhos no Parque Nacional do Itatiaia, trechos navegáveis do Rio Paraíba do Sul, o Parque Nacional da Serra da Bocaina, em Paraty, e circuitos ecológicos da Região dos Lagos.

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Os organizadores avisam que ninguém precisa encarar todos os quilômetros de uma vez. O programa também contempla percursos bem mais curtos — e alguns deles estão entre os mais procurados pelos visitantes.

Uma das opções é a Trilha do Jequitibá, no Parque Estadual dos Três Picos. Com 500 metros e dificuldade leve, o percurso passa por um riacho e uma caverna até chegar ao jequitibá centenário que dá nome ao caminho.

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Com quase 40 metros de altura, a árvore é considerada um símbolo de Cachoeiras de Macacu e é o grande destaque do passeio.

Para quem quer aumentar o nível de aventura, uma opção é a Volta da Ilha Grande. O circuito completo não é percorrido com tanta frequência, mas seus trechos, isoladamente, recebem bastante movimento. O primeiro, com saída de Abraão, está entre os mais procurados.

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Outra alternativa é a trilha que leva à Caixa de Fósforo, no Parque Estadual dos Três Picos, em Nova Friburgo. O destino é uma formação rochosa de cerca de 10 a 20 metros de altura. A parte final da trilha é bastante íngreme e exige mais disposição dos visitantes.

Mais do que abrir caminhos

O Protrilhas/RJ não pretende apenas reunir os roteiros existentes. O programa também prevê estimular a criação de novas trilhas, recuperar áreas ambientais, organizar o uso desses espaços e incentivar práticas de turismo sustentável. A proposta é envolver municípios, comunidades locais e organizações da sociedade civil na implantação e na gestão dos percursos. “O Protrilhas/RJ representa um avanço importante para a gestão do uso público e, principalmente, para a gestão das trilhas no estado do Rio de Janeiro”, afirma Geisy Leopoldo, gerente de Visitação, Negócios e Sustentabilidade do Inea.

Segundo ela, o próximo passo será iniciar as ações de implementação do programa, com foco na melhoria da sinalização, no manejo e na estruturação das trilhas. O trabalho também deve incluir ações de ordenamento e monitoramento da visitação nas unidades de conservação estaduais.

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