Consumidores reclamam de produtos estragados em supermercado carioca

Levantamento reúne ainda queixas sobre divergências de preços e pesos, propaganda enganosa e mau atendimento em unidades do Guanabara

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 ago 2026, 12h20
Supermercado lotado com pessoas comprando, caixas registrando produtos e corredores decorados com balões brancos e azuis em formatos de estrelas e coelhos
Supermercados Guanabara: a rede acumulou 334 registros no Reclame Aqui nos últimos seis meses (./Divulgação)
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Consumidores têm denunciado a venda de alimentos estragados, divergências entre os preços anunciados e os cobrados no caixa, problemas no peso das mercadorias e mau atendimento em unidades dos Supermercados Guanabara. Segundo levantamento publicado pelo jornal O Dia, a rede acumulou 334 registros no Reclame Aqui nos últimos seis meses.

Ao todo, o Guanabara soma mais de 5 900 queixas na plataforma. Entre as 2 200 ocorrências classificadas na categoria “supermercado”, 811 envolvem produtos estragados, 732 tratam de mau atendimento e 325 citam propaganda enganosa. Há relatos de clientes que teriam comprado maçãs, arroz e outros alimentos impróprios para consumo, além de casos envolvendo diferenças entre o peso indicado nas embalagens e a quantidade efetivamente entregue.

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Dados da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e do Procon-RJ também revelam reclamações e denúncias contra a empresa. De 2024 a agosto de 2026, foram registradas nove reclamações e 55 denúncias. No mesmo período, fiscalizações dos órgãos estaduais resultaram no descarte de 421,34 quilos de mercadorias impróprias e na aplicação de aproximadamente 1,5 milhão de reais em multas administrativas.

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Na capital, o Procon Carioca realizou sete fiscalizações em unidades da rede entre 2024 e 2026. As equipes encontraram produtos vencidos ou com embalagens violadas, ausência de preços e problemas de higiene, armazenamento e manipulação de alimentos. Neste ano, filiais de Bangu e Realengo apresentaram irregularidades como presença de moscas, utensílios desgastados no açougue e falta de separação adequada entre áreas de estoque e manipulação. O Ministério Público do Rio também apura uma denúncia, recebida em junho, sobre a conservação de alimentos em uma unidade de Bangu.

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