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Procuradores estaduais agem para evitar volta de presos federais

Levantamento indica que 45 dos 53 detentos têm ligação com quadrilhas do tráfico

Por Redação Veja Rio - 3 out 2017, 13h32

Fernandinho Beira-Mar

O Ministério Público Estadual enviou nesta segunda (02) ao Supremo Tribunal Federal um pedido para atuar como colaborador no processo que pode resultar na volta de presos federais ao Rio. Caso a solicitação seja aceita, os procuradores poderão apresentar as razões pelas quais são contra a adoção da medida.

O habeas corpus que está no centro do processo foi impetrado pela Defensoria Pública da União no último dia 29. Ele determina o retorno a seus estados de origem de todos os detentos que estão em presídios federais há mais de dois anos, conforme o previsto pela lei 11.671, de 2008. A decisão sobre o caso caberá ao ministro Alexandre de Moraes. Caso o veredito seja em favor do habeas corpus, 53 criminosos voltariam aos presídios fluminenses. Entre eles, Fernandinho Beira-mar, chefe do Comando Vermelho.

A repercussão social negativa é um dos motivos pelos quais o Ministério Público Estadual é contra a medida. Um levantamento do órgão revelou que 45 dos 53 presos fluminenses em presídios federais têm ligação com alguma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas. Quatro milicianos, dois PMs acusados de matar a juíza Patrícia Acioli e duas pessoas não-identificadas completam o grupo.

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