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Em meio a processo por maus-tratos, morre quarta girafa do BioParque

Ao todo, foram importados 18 animais da África do Sul; sobreviventes permanecem em um resort em Mangaratiba

Por Da Redação
10 jul 2023, 15h55

Morreu no último sábado (8) mais uma girafa importada da África do Sul pelo BioParque do Rio. Foi a quarta de um total de 18 animais que chegaram ao país em 2021. Em março, a Justiça acatou denúncia contra quatro pessoas envolvidas na importação. Entre outras acusações, representantes da empresa responderão por maus-tratos.

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As girafas que sobreviveram estão alocadas em um resort em Mangaratiba, na Costa Verde, em um ambiente que, de acordo com o Ibama, não é o ideal para elas. Durante os exames de rotina, seis girafas foram identificadas com o parasita Haemoncus sp., que é transmitido pela ingestão do pasto infectado pela larva e ataca o sistema gastrointestinal dos animais. Segundo o BioParque, cinco girafas responderam bem ao tratamento, mas uma delas apresentou resistência aos remédios. A Polícia Federal foi ao local no sábado (8) para periciar o animal que morreu.

“Durante a última semana a equipe técnica iniciou outros protocolos de tratamentos. No entanto, infelizmente, houve uma deterioração súbita do estado clínico do animal ao longo desta madrugada, levando-o a óbito”, afirmou a empresa, em comunicado nas redes sociais. Em nota, o BioParque também disse que pretende fazer uma necropsia da girafa morta para confirmar a causa da morte.

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Pouco depois de chegarem ao Brasil, cinco das 18 girafas importadas chegaram a fugir enquanto aguardavam, no Resort Portobello, em Mangaratiba, transferência para o BioParque. Logo após a recaptura, três morreram. As acusações feitas pelo Ministério Público Federal (MPF) envolvem maus-tratos contra as girafas; adquirir, manter em depósito e utilizar em atividade comercial animais de procedência estrangeira, importados de forma irregular, com uso de documentos falsos; e dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público, uma vez que a morte das outras três girafas foi comunicada mais de 50 dias após os óbitos. Um laudo emitido pelo próprio BioParque apontou que as três girafas teriam morrido por causa de uma doença muscular. O MPF argumenta que a doença decorreu de intenso sofrimento e extremo estresse.

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