Qual é o motivo da prisão da mãe e do irmão de Oruam
Márcia Gama e Lucas Santos Nepomuceno estão entre os detidos pela PF em operação contra o monopólio de internet do Comando Vermelho
A mãe do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, e um de seus irmãos, Lucas Santos Nepomuceno, o Lucca, foram presos pela Polícia Federal (PF) nesta segunda (19). Os dois foram alguns dos alvos de mandados de prisão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Backbone, que visa desarticular o monopólio de internet do Comando Vermelho (CV) nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
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Além de Márcia Gama, mulher de Marcinho VP, e do irmão do artista, o vereador carioca Fábio Silva (Podemos) também foi detido na operação. Segundo a Polícia Federal, o Comando Vermelho (CV) utiliza a exploração ilegal da internet como fonte de renda e instrumento de controle territorial.
A Operação Backbone cumpre 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em seis municípios do Rio de Janeiro. Parte deles será cumprida, inclusive, no sistema prisional. Até o momento, 19 pessoas foram presas. Entre os alvos está o próprio líder da facção, Marcinho VP, preso há cerca de 30 anos.
Não é a primeira vez que Márcia é alvo de uma operação. No final de abril deste ano, ela foi presa preventivamente durante ação contra lavagem de dinheiro para o CV e solta em junho por decisão da Justiça do Rio. Em março, a mulher de Marcinho VP também esteve entre os procurados na Operação Contenção Red Legacy, que prendeu sete pessoas, incluindo o vereador Salvino Oliveira (PSD) — solto dias depois. Na ocasião, a polícia visava desarticular a estrutura nacional da facção.
A Justiça determinou o bloqueio de até 558 milhões de reais em bens e valores de 40 pessoas físicas e 42 empresas, além da suspensão de atividades econômicas. A Anatel também deverá receber um ofício para cassar autorizações e interditar serviços de telecomunicações ligados aos investigados.
De acordo com a PF, traficantes destruíam cabos e equipamentos de operadoras concorrentes para obrigar moradores e comerciantes a contratar serviços de internet controlados pela facção. Provedores autorizados a atuar nesses territórios também eram obrigados a pagar taxas mensais. No Complexo da Penha, a cobrança pelo serviço teria representado mais de 40% da arrecadação do grupo em um único mês.
Os investigados poderão responder por crimes como domínio social estruturado, extorsão, interrupção de serviços de telecomunicações e lavagem de dinheiro.







