As prioridades das escolas ao preparar alunos para o mercado de trabalho
Educação que gera oportunidades: a conexão entre ensino, inovação e mercado de trabalho encerrou o fórum VEJA RIO Educação, realizado no hotel Fairmont
Na incerteza de como será o amanhã mediante tantas inovações, qual a melhor maneira de preparar os alunos para exercerem profissões que provavelmente nem foram criadas ainda?
Essa é uma das inquietações que tira o sono de pais e mestres.
“A escola vai muito além de preparar a nível de conteúdo ou para uma avaliação, seja ela o Enem ou qualquer outra. É no ensino médio, último segmento da educação básica, que a gente tem oportunidade e privilégio de ver todo trabalho que foi feito ao longo de toda a vida escolar e perceber como o aluno foi preparado para o mundo”, reflete Bruno Amaral, diretor pedagógico geral do Alfacem Global Academy, participante do painel Educação que gera oportunidades: a conexão entre ensino, inovação e mercado de trabalho que encerrou o fórum VEJA RIO Educação, realizado no Fairmont, em Copacabana, na quinta (30).
No painel, mediado pela editora-assistente de VEJA Rio Marcela Capobianco, outra preocupação que surgiu foi a falta de clareza dos jovens sobre o que fazer no futuro.
O CEO do Grupo YDUQS, Rossano Marques, chamou a atenção para a evolução no ensino superior e a variedade de ofertas de cursos. “Antes, tínhamos três ou quatro opções de curso, atualmente, a pluralidade é muito maior. E mais que formação profissional, estamos preparando indivíduos para viver nesse mundo mais complexo e para poderem educar melhor os próprios filhos”, alerta.
O diploma continuará fazendo a diferença. “O primeiro obstáculo a ser superado é atrair mais jovens para o ensino superior, que é um caminho de aprendizado mais longo. Temos que fugir das armadilhas da vitória fácil, que vem por meio de uma educação rápida”, afirma Marques.
Nesse viés, o papel das escolas passa por estimular o lifelong learning, que é o desejo continuar acumulando conhecimento, ao longo da vida, de forma continuada. Essa é a principal habilidade a ser aprendida. “Esse, de fato, é o diferencial do mercado de trabalho e o que o ambiente universitário demanda”, reflete Bruno Amaral.
Na escola pública estadual fluminense, composta por 600 000 alunos, 1 241 escolas e 60 000 professores, os desafios são ainda maiores, como a violência em determinadas áreas.
Mas o mercado de trabalho se mostra como um incentivo para os alunos frequentarem a sala de aula e as regiões do estado com vocação para viticultura têm despontado como promissoras para o ensino.
“Na região serrana estão nascendo as melhores vinícolas do estado. Então cursos profissionalizantes, próximos, sem que os jovens tenham que se deslocar por quilômetros, facilita muito mais”, afirma a secretária estadual de educação do Rio de Janeiro, Luciana Calaça.
Independentemente do que o futuro reserva com as novas tecnologias, o papel do professor continuará em alta. “Algoritmo nenhum vai substituir o colo e o acolhimento que só um bom professor pode oferecer”, finaliza Calaça.
Fórum VEJA Rio Educação é uma realização da Editora Abril com patrocínio da Alfacem Global Academy, apoio da Prefeitura de Maricá e Senac e parceria do Hotel Fairmont.





