Clique e assine com até 65% de desconto

Polícia Federal deflagra operação contra crimes eleitorais no Rio

Há 12 mandados de busca e apreensão em residências e comitês

Por Agência Brasil 12 nov 2020, 10h21

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta (12), no Rio de Janeiro, a Operação Sólon, contra uma organização criminosa suspeita de prática de lavagem de dinheiro relacionada a crimes eleitorais. Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em residências, comitês de campanhas e empresas ligadas aos envolvidos. Participam da operação 85 Policiais Federais.

+‘Excesso de Bolsonaro’ leva Justiça a suspender propaganda de Crivella 

Os mandados foram expedidos pela 16ª Zona Eleitoral. Não houve pedidos de prisão, já que a legislação eleitoral proíbe o cumprimento de mandados de prisão de candidatos a menos de 15 dias da eleição e de eleitores a menos de cinco dias do dia de votação, exceto em flagrante de delito.

+Para receber VEJA Rio em casa, clique aqui  

Segundo a corporação, integrantes de uma das maiores milícias do Rio estariam “almejando cargos no legislativo e no executivo, nas eleições de 2020, para retomar o poder que possuíam na zona oeste do município”.

De acordo com os Relatórios de Inteligência Financeira (Rifs) analisados pela Polícia Federal, foram verificadas movimentações financeiras atípicas em empresas ligadas aos investigados, com a possibilidade de os valores serem destinados a gastos de campanhas eleitorais.

+Witzel tem 20 dias para apresentar provas em processo de impeachment 

A operação foi batizada em homenagem a Sólon, estadista, legislador e poeta grego criador da Eclésia, a Assembleia Popular de Atenas, considerada o berço da democracia. Segundo a Polícia Federal, a ação visa “reafirmar o poder das instituições que garantem a higidez no processo democrático”, diante do “avanço da atuação das organizações criminosas no cenário político”.

 

Continua após a publicidade
Publicidade