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Phil Rajzman dá aulas de surfe a jovens do Complexo do Alemão

O surfista doa suas pranchas usadas e é padrinho do projeto Surf no Alemão, que atende jovens moradores do complexo, de 9 a 16 anos

Por Heloiza Gomes Atualizado em 5 dez 2016, 11h15 - Publicado em 18 jun 2016, 01h00

Acostumado a encarar ondas gigantes, o campeão mundial e apresentador do programa 9 Pés (Canal Off), Phil Rajzman, 33 anos, não pensou duas vezes antes de mergulhar de cabeça no projeto Surf no Alemão, ao ser convidado pelo coordenador Wellington Cardoso. Os dois se conheceram por meio das redes sociais, quando o esportista estava à procura de alguém a quem doar suas pranchas usadas. Phil não só encontrou um destino para os itens como virou padrinho da iniciativa, que atende jovens moradores do complexo, de 9 a 16 anos. “Sempre que estou no Rio, nos intervalos das competições e gravações, aproveito para dar aula e transmitir a eles o conhecimento que tenho, além de doar material. Muitas vezes, a prancha não serve mais para os campeonatos, mas está em perfeita condição de uso”, conta Phil, que fala com entusiasmo sobre o projeto. “Ele é muito bem estruturado e, como pré-requisito, a garotada tem de estudar. O Wellington faz reuniões semanais com os pais, checa boletins e cobra mesmo. Ninguém pode estar ocioso, para não dar margem a atividades negativas”, relata. 

“O mais importante é que eles adquiram os ensinamentos do esporte e se tornem pessoas do bem”

Por mais que Phil já tivesse participado de outros programas sociais, foi o nascimento da filha, Rafaela, hoje com 9 anos, que despertou nele o desejo de ajudar as crianças. “Elas são surpreendentes. Fazem com que eu me questione e me ensinam muita coisa no dia a dia. São mestres. Então, existe uma troca muito grande nesse processo todo quando estamos juntos”, garante o surfista, que espera estar contribuindo para que elas tenham oportunidade no futuro. “Sou carioca e sempre frequentei a praia. Meu pai (o ex-jogador de vôlei Bernard Rajzman) ia treinar, minha mãe (a ex-patinadora Michelle Wollens), pegar sol e eu ficava na água. Ali dentro, todos são iguais, há uma irmandade, não importa de onde você vem nem onde você mora. Acabei fazendo amizade com a galera da Rocinha e de outras comunidades. E perdi muitos amigos, que não tiveram apoio e tomaram o caminho errado”, relembra. Mas os jovens do Surf no Alemão podem ter um destino diferente. “Há alguns talentos, sim, mas o mais importante é que eles adquiram os ensinamentos do esporte e se tornem pessoas do bem”, finaliza.

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