Contrabando: PF encontra dinheiro em saco de lixo em casa de policial

Operação Conexão Paralela investiga esquema que teria movimentado R$ 60 milhões com a entrada ilegal de celulares e eletrônicos no país

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 set 2026, 16h23
À esquerda, notas de 50 e 100 reais em uma sacola preta, com um post-it amarelo sobre uma pilha de 50 reais. À direita, uma mesa com centenas de capas de celular embaladas, quatro máquinas de cartão amarelas, pilhas de dinheiro e um boné da Polícia Federal, indicando apreensão de bens.
Contrabando: PF encontra dinheiro em saco de lixo em casa de policial (./Reprodução)
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A Polícia Federal encontrou um saco de lixo recheado de dinheiro em espécie durante uma operação contra um esquema de entrada clandestina de celulares e outros eletrônicos no Rio. O material estava na casa de um policial militar apontado pelos investigadores como o principal operador do grupo. Dezenas de celulares e relógios de luxo também foram apreendidos no imóvel. A ação, batizada de Operação Conexão Paralela, foi deflagrada nesta quinta (17) e cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços do Rio e de Maricá.

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Na capital, os alvos ficam na Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Copacabana, Bangu e Guaratiba. A identidade do policial não havia sido divulgada até a publicação das informações.
Segundo a investigação, o grupo seria especializado em introduzir smartphones e outros aparelhos eletrônicos no país sem o pagamento dos impostos devidos. Os produtos seriam posteriormente comercializados no mercado brasileiro. A estimativa da PF é que dezenas de milhares de dispositivos tenham entrado no país dessa forma nos últimos cinco anos, movimentando cerca de R$ 60 milhões.

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A investigação começou após uma denúncia recebida pela Polícia Federal por meio da plataforma ComunicaPF. A partir das informações, os agentes passaram a rastrear a atuação do grupo e a rota utilizada para a entrada e distribuição dos eletrônicos. Os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um, pelos crimes de descaminho e associação criminosa. A PF informou que outros delitos poderão ser incluídos caso sejam identificados durante o avanço das investigações.

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