Pessoas com deficiência dizem se o Rock in Rio é mesmo acessível
Espectadores compartilham suas experiências com a estrutura de acessibilidade do festival
Em seus canais oficiais, o Rock In Rio afirma oferecer “uma estrutura pensada para que pessoas com diferentes necessidades possam aproveitar a Cidade do Rock com autonomia, conforto e segurança”.
Entre os recursos anunciados pelo festival estão plataformas e áreas de visibilidade, sala e kits sensoriais, audiodescrição, intérpretes de Libras, mapas e pisos táteis, área de alívio para cães de suporte, vans externas e empréstimo de Kits Livres e cadeiras de rodas. Pessoas com deficiência também podem retirar um Fast Pass para os brinquedos na Central de Acessibilidade, respeitando as regras e a disponibilidade de cada atração.
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Neste sábado (5), a reportagem de VEJA RIO ouviu pessoas com deficiência que frequentam o evento para confirmar se a experiência é realmente inclusiva. E o resultado foi positivo. Durante as entrevistas, os espectadores destacaram várias qualidades na estrutura do Rock in Rio, com poucas queixas.
Natural de São Paulo, o bancário Lucas Pincinato tem o costume de frequentar festivais de música e afirma que há uma característica que faz do Rock in Rio seu evento favorito: “Todo o terreno da Cidade do Rock é plano, isso faz toda a diferença para a locomoção com a cadeira de rodas”.
Fã de carteirinha do Avenged Sevenfold, o assistente administrativo Thiago Teixeira foi ao evento pela primeira vez e se sentiu acolhido antes mesmo de entrar na Cidade do Rock: “Ter uma van que sai direto do BRT para os acessos do evento me surpreendeu, facilitou muito a chegada”.
A médica Maria Eduarda Vargas veio na sexta-feira (4) para assistir o Foo Fighters e repetiu a dose no sábado, para curtir o show do Sepultura.
A fã contou que descer na tirolesa foi uma de suas experiências favoritas. Contudo, no momento da entrevista enfrentava um problema: um pneu de seu Kit Livre — equipamento elétrico que se acopla à cadeira de rodas para facilitar a locomoção, oferecido gratuitamente pelo festival — furou, e ela aguardava há mais de quinze minutos pelo reparo.
Na área PCD do Palco Sunset, o empresário Rodrigo Salimena repousava no intervalo entre shows com seu primo, Diego Armani.
Durante o depoimento, Rodrigo revelou que ter uma cadeira adaptada às suas necessidades fez toda a diferença: “Tenho mobilidade reduzida, e um assento reforçado faz com que eu passe um dia muito confortável, aproveitando os shows tranquilo”.
Embora estivesse muito satisfeito com sua primeira ida ao Rock in Rio, apontou um aspecto que poderia ser aprimorado: “Faltou uma cobertura na área PCD pra gente não pegar chuva, faria tudo ficar perfeito”.
A cobertura do Rock in Rio por VEJA Rio é um oferecimento de TIM.







