Patrono da Mocidade vai a júri popular por morte de bicheiro rival
Rogério de Andrade é acusado de ser o mandante da execução de Fernando Iggnácio, morto a tiros em um heliponto no Recreio em 2020
Rogério de Andrade, patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel, será julgado pelo Tribunal do Júri pela acusação de ter encomendado a morte do contraventor Fernando Iggnácio. O bicheiro foi assassinado em novembro de 2020, aos 49 anos, quando chegava a um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.
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Iggnácio foi atingido por disparos de fuzil logo após desembarcar de um helicóptero. Para a investigação, o crime seria resultado da disputa entre os dois grupos pelo domínio de áreas de exploração do jogo do bicho e de outros negócios ilegais na Zona Oeste.
A rivalidade entre os contraventores, porém, vinha de longe. Os dois faziam parte da família de Castor de Andrade, um dos nomes mais influentes da história do jogo do bicho no Rio. Rogério era sobrinho do contraventor, enquanto Iggnácio era genro de Castor. Depois da morte dele, em 1997, uma disputa pelo controle dos negócios da família colocou os dois em lados opostos.
Rogério chegou a ser preso em 2024 por suspeita de envolvimento no assassinato. A defesa nega que ele tenha ordenado a execução. O caso agora será levado aos jurados, que deverão decidir se o patrono da Mocidade é responsável pelo crime.
Outros envolvidos na morte de Iggnácio, entre eles ex-policiais militares, já foram julgados e condenados. O assassinato é considerado um dos capítulos mais emblemáticos da guerra pelo controle da contravenção no Rio.






