Como os pais e as escolas podem lutar pela saúde mental dos jovens

Segundo painel do fórum VEJA RIO Educação abordou a construção de ambientes mais saudáveis para crianças e adolescentes

Por Renata Busch 1 ago 2026, 17h10
Quatro pessoas em um palco roxo, sentadas em cadeiras brancas, participam do Fórum Veja Rio Educação. Dois homens à esquerda, um homem com microfone e uma mulher à direita. Telas exibem Saúde Mental Também se Ensina
A responsabilidade é de todos: debate reuniu o secretário de educação de Maricá, Rodrigo Moura; Arthur Antunes Santos Alexandre, assessor educativo do Alfacem Global Academy; e do pediatra e psiquiatra da infância e adolescência do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, Orli Carvalho, com mediação da repórter Paula Autran (Leo Lemos/Veja Rio)
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Para uma geração hiper conectada, retirar o celular da mão não é a melhor forma de ancorá-las no mundo fora das telas.

“Essas ideias surgem muito no campo da tecnologia quando falamos sobre supervisão, controle parental ou educacional dos professores, mas o que a gente precisa fazer é estimular a criação de conexões interpessoais”, defende Arthur Antunes Santos Alexandre, assessor educativo do Alfacem Global Academy, que integrou o painel Saúde mental também se ensina: o papel da escola na construção de ambientes mais saudáveis, do fórum VEJA Rio Educação.

O encontro foi realizado na última quinta (30), no Fairmont, em Copacabana. “O resgate das relações é essencial para a percepção de quem sou eu e quem é o outro. E a escola que resgata o valor do respeito, da tolerância, da beleza e da arte não tem espaço para o bullying”, avalia o assessor.

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A mediadora do painel, repórter de educação da VEJA Rio, Paula Autran, citou que quatro entre cada dez adolescentes já sofreram cyberbullying.

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Para Rodrigo Moura, secretário de educação de Maricá, discussões como essa passam, cada vez mais, pela capacitação dos professores.

“Hoje qualquer criança sabe usar um celular, baixar e desinstalar aplicativos. Trabalhar tecnologias deve passar pela formação de professores como algo mais amplo, uma reestruturação de ensino no Brasil, e não apenas discussões isoladas”, afirma.

Professor de matemática da rede municipal há 20 anos, ele destaca os desafios atuais da magistratura. “Na minha época, tecnologia era a tabuada no lápis, hoje é o celular. O grande desafio do professor é mediar isso”, conclui.

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Essa capacitação para lidar com saúde mental se mostra essencial no dia a dia.

O assessor do Alfacem Global Academy Arthur Antunes Santos Alexandre explicou que antes o sofrimento do aluno era não conseguir aprender um conteúdo, mas que o professor tinha preparo para encontrar formas para ajudá-lo na tarefa.

A missão atual é entender quando a dificuldade de aprendizagem tem a ver com saúde mental. “E os professores ainda não estão capacitados para avaliar quando uma dificuldade em sala de aula, na verdade, não tem a ver com o entendimento da disciplina”, reflete Alexandre.

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E quando se trata de saúde mental de adolescentes, os médicos precisam do braço pedagógico para endereçar a solução.

O pediatra e psiquiatra da infância e adolescência do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, Orli Carvalho, afirma que um laudo de saúde mental serve como instrumento de comunicação com os pais.

“Eu posso ter dez crianças com o mesmo diagnóstico, mas cada uma delas precisar de uma medida pedagógica e de inclusão diferente. Por isso, o laudo não pode ser dado por um profissional que não frequenta o ambiente escolar”, arremata.

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Fórum VEJA Rio Educação é uma realização da Editora Abril com patrocínio da Alfacem Global Academy, apoio da Prefeitura de Maricá e Senac e parceria do Hotel Fairmont.

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