Como os pais e as escolas podem lutar pela saúde mental dos jovens
Segundo painel do fórum VEJA RIO Educação abordou a construção de ambientes mais saudáveis para crianças e adolescentes
Para uma geração hiper conectada, retirar o celular da mão não é a melhor forma de ancorá-las no mundo fora das telas.
“Essas ideias surgem muito no campo da tecnologia quando falamos sobre supervisão, controle parental ou educacional dos professores, mas o que a gente precisa fazer é estimular a criação de conexões interpessoais”, defende Arthur Antunes Santos Alexandre, assessor educativo do Alfacem Global Academy, que integrou o painel Saúde mental também se ensina: o papel da escola na construção de ambientes mais saudáveis, do fórum VEJA Rio Educação.
O encontro foi realizado na última quinta (30), no Fairmont, em Copacabana. “O resgate das relações é essencial para a percepção de quem sou eu e quem é o outro. E a escola que resgata o valor do respeito, da tolerância, da beleza e da arte não tem espaço para o bullying”, avalia o assessor.
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A mediadora do painel, repórter de educação da VEJA Rio, Paula Autran, citou que quatro entre cada dez adolescentes já sofreram cyberbullying.
Para Rodrigo Moura, secretário de educação de Maricá, discussões como essa passam, cada vez mais, pela capacitação dos professores.
“Hoje qualquer criança sabe usar um celular, baixar e desinstalar aplicativos. Trabalhar tecnologias deve passar pela formação de professores como algo mais amplo, uma reestruturação de ensino no Brasil, e não apenas discussões isoladas”, afirma.
Professor de matemática da rede municipal há 20 anos, ele destaca os desafios atuais da magistratura. “Na minha época, tecnologia era a tabuada no lápis, hoje é o celular. O grande desafio do professor é mediar isso”, conclui.
Essa capacitação para lidar com saúde mental se mostra essencial no dia a dia.
O assessor do Alfacem Global Academy Arthur Antunes Santos Alexandre explicou que antes o sofrimento do aluno era não conseguir aprender um conteúdo, mas que o professor tinha preparo para encontrar formas para ajudá-lo na tarefa.
A missão atual é entender quando a dificuldade de aprendizagem tem a ver com saúde mental. “E os professores ainda não estão capacitados para avaliar quando uma dificuldade em sala de aula, na verdade, não tem a ver com o entendimento da disciplina”, reflete Alexandre.
E quando se trata de saúde mental de adolescentes, os médicos precisam do braço pedagógico para endereçar a solução.
O pediatra e psiquiatra da infância e adolescência do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, Orli Carvalho, afirma que um laudo de saúde mental serve como instrumento de comunicação com os pais.
“Eu posso ter dez crianças com o mesmo diagnóstico, mas cada uma delas precisar de uma medida pedagógica e de inclusão diferente. Por isso, o laudo não pode ser dado por um profissional que não frequenta o ambiente escolar”, arremata.
Fórum VEJA Rio Educação é uma realização da Editora Abril com patrocínio da Alfacem Global Academy, apoio da Prefeitura de Maricá e Senac e parceria do Hotel Fairmont.





