Visada por construtoras, padaria Rio-Lisboa se torna patrimônio cultural
Ao menos quatro incorporadoras e um empresário da gastronomia carioca travam uma disputa milionária pela compra do imóvel
Declarada Patrimônio Cultural da cidade — conforme decreto publicado nesta quinta (5) no Diário Oficial —, a padaria Rio-Lisboa, inaugurada em 1943, é alvo de uma disputa milionária. Avaliado em 30 milhões de reais, o prédio ocupa uma área nobre de 280 metros quadrados no Leblon. Entretanto, há registros de que entre os concorrentes as propostas não chegam ao montante de 14 milhões de reais.
No centro da batalha para transformar o empreendimento em um residencial de luxo, estão ao menos quatro incorporadoras — como Itten, TGB Imóveis, SIG Engenharia e Mozak, além do empresário Luis Alberto Abrantes, no comando do Talho Capixaba.
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Com validade de dez anos, o decreto faz parte de um planejamento estratégico do prefeito Eduardo Paes para barrar a verticalização de ícones históricos da cidade assim como criar mecanismos legais para que estes espaços não sejam descaracterizados. Ainda sem data definida, a padaria receberá uma placa azul e, em caso de venda do imóvel, os compradores terão um protocolo que visa a preservação da memória a cumprir.







