Foragido, Oruam será julgado por tentativa de homicídio nesta segunda (11)

Rapper é réu por duas tentativas de crime qualificado contra policiais civis. Audiência do Tribunal de Justiça do RJ marcada para março foi adiada

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 Maio 2026, 13h05 | Atualizado em 11 Maio 2026, 13h07
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Oruam: procurado pela Polícia Civil, rapper é considerado foragido da Justiça (Redes Sociais/Reprodução)
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Foragido desde fevereiro, o rapper Mauro Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, tem uma audiência marcada para esta segunda (11), às 16h, na 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). Filho do traficante Marcinho VP, ele deverá responder por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis. Inicialmente prevista para março, a audiência foi remarcada para o dia 11 de maio.

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Oruam se tornou réu após um episódio ocorrido em julho de 2025. Na ocasião, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um menor investigado por tráfico de drogas que, segundo a apuração, estaria na casa do artista, no Joá, na Zona Sudoeste do Rio.

Os policiais civis foram recebidos a pedradas por Oruam e outros acusados, segundo o Ministério Público, assumindo o risco de causar a morte dos agentes. Além das duas acusações por tentativa de homicídio qualificado, o cantor também responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.

No fim de abril, o caso teve novo desdobramento. A Justiça expediu outro mandado de prisão contra o rapper, desta vez no âmbito de uma investigação que apura lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao Comando Vermelho.

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Morador de uma residência de alto padrão no Joá, Oruam também foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em comunidades cariocas. Na mesma denúncia aparecem o traficante Marcinho VP, a mulher dele, Marcia Gama Nepomuceno, mãe do rapper, e outras nove pessoas.

De acordo com a investigação, Marcinho VP seguiria exercendo influência hierárquica no Comando Vermelho mesmo preso há mais de 20 anos, coordenando recursos financeiros e estratégias de expansão da facção. Ainda segundo a denúncia, Marcia Nepomuceno atuaria como gestora financeira do grupo. O Ministério Público afirma que ela recebia regularmente dinheiro em espécie de traficantes apontados como integrantes da facção. A acusação sustenta que ela utilizava estabelecimentos comerciais, imóveis e fazendas para ocultar patrimônio.

Na denúncia, o MPRJ divide a organização criminosa em quatro núcleos. O primeiro seria o de liderança encarcerada, atribuído a Marcinho VP. O segundo é o núcleo familiar, formado por Marcia, Oruam e Lucas Nepomuceno. O terceiro é o núcleo de suporte operacional, apontado como responsável pela lavagem de dinheiro e pela dissimulação patrimonial. Já o quarto é o núcleo de liderança operacional, integrado por traficantes que, segundo a acusação, seriam responsáveis pela movimentação de recursos do tráfico e pelos repasses ao núcleo familiar. Entre os nomes citados nesse grupo estão Eduardo Fernandes de Oliveira e Ederson José Gonçalves Leite.

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A promotoria também afirma que Oruam seria beneficiário direto do esquema, recebendo dinheiro de origem ilícita e usando a carreira musical para dissimular recursos provenientes das atividades criminosas. Segundo a ação penal, o cantor teria recebido valores de traficantes como Doca e Pezão para despesas pessoais, viagens, festas e investimentos.

 

 

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