Nova ventania pode atingir o Rio até sábado (8). Entenda

Ao longo da semana, os modelos meteorológicos ainda vão receber atualizações que podem indicar ventos mais intensos ou reduzir a área de risco

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 ago 2026, 16h45 | Atualizado em 4 ago 2026, 16h46
Nova ventania pode atingir o Rio até sábado
Alerta para o Centro-Sul do Brasil: especialistas informam que uma nova frente de rajada pode afetar a região nesta sexta (7) (CPTEC/Inpe/Divulgação)
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Nova ventania pode atingir o Rio até sábado (8). Entenda Priorizar nos meus resultados Google

Uma nova previsão indica que os ventos podem superar os 90km/h em algumas regiões do Sudeste até sábado (8).

Segundo o meteorologista da Climatempo César Soares, os modelos analisados já indicam rajadas acima dessa velocidade em algumas partes do Rio de Janeiro.

Especialistas também informam que uma nova frente de rajada pode se formar na região Centro-Sul do Brasil na próxima sexta (7).

Embora a previsão possa mudar com as atualizações dos próximos dias, ainda há risco de danos semelhantes aos registrados na ventania da semana passada, quando ventos acima de 120km/h deixaram mortos, derrubaram árvores, destelharam imóveis e afetaram os serviços de transporte no estado.

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Esse fenômeno pode ocorrer durante o avanço de uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical. Os dois sistemas devem levar um ar mais frio e úmido para uma área que estará sob influência de uma massa de ar quente e seco, o que pode pode acelerar os ventos próximos à superfície e dar origem a uma faixa de rajadas intensas.

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Em resumo, três fatores favorecem a ventania: o calor e o ar seco que devem se intensificar no Centro-Oeste e em parte do Sudeste; a formação de um ciclone extratropical e de uma frente fria no Sul e o encontro do ar mais frio e úmido com a massa de ar quente e seco.

“Esse contraste entre duas massas de ar de propriedades muito diferentes favoreceu a formação de ventos muito intensos. Na meteorologia, chamamos isso de frente de rajada”, explica César.

De acordo com meteorologistas, mais uma vez o Sudeste deve ser a região mais afetada pelos ventos, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. Vale reforçar que os valores acima de 70 km/h no Sudeste são uma estimativa inicial e não representam o limite máximo que poderá ser registrado.

Rio de Janeiro

Entre 80 e 90 km/h: Costa Verde e Região Serrana

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Entre 60 e 70 km/h: Região Metropolitana

Entre 50 e 60 km/h: Região dos Lagos

Na sexta (7), o ar frio e úmido associado a sistemas na região Sul poderá encontrar a massa de ar quente e seco que estará sobre o Sudeste e parte do Centro-Oeste. Quanto maior for a diferença de temperatura e umidade entre essas massas de ar, maior pode ser a aceleração do vento na faixa de contato.

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Isso pode levar à frente de rajada, uma faixa de ventos fortes que se desloca à frente de uma frente fria ou de uma área de tempestade, em um movimento parecido com uma onda de ar que se espalha horizontalmente pela superfície.

É como se o ar frio avançasse rente ao solo e empurrasse o ar quente para cima e para a frente. Por isso, rajadas podem chegar de forma repentina e atingir várias cidades em sequência, mesmo em pontos onde a chuva ainda não começou ou ocorre com pouca intensidade.

Porém, não é um tornado, no qual o vento gira em torno de um eixo e atinge uma faixa geralmente mais estreita. Na frente de rajada, os ventos se espalham de maneira mais horizontal e podem afetar uma área muito mais ampla.

No Sudeste, o vento deve chamar mais atenção do que a chuva: as rajadas podem superar os 70 km/h, sobretudo durante o encontro do ar frio com a massa de ar quente e seco.

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Quanto mais aquecida e seca estiver a atmosfera sobre o Sudeste, maior poderá ser o contraste com o ar frio e úmido trazido pelo sistema.

A previsão ainda não define quais cidades devem registrar os maiores valores, mas a indicação ficará mais precisa com a aproximação do sistema e a atualização dos modelos.

A distribuição dos ventos pode ser modificada por pequenas alterações na trajetória ou na intensidade do ciclone extratropical. Além disso, a velocidade da frente fria e a quantidade de calor acumulada antes da sua chegada também são fatores importantes para uma avaliação mais exata.

Durante as próximas horas e também ao longo dos dias seguintes, meteorologistas ainda devem atualizar as projeções.

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