Paixão pelo esporte: conheça as principais ações para aproveitar a NFL Rio Game Week 2026
Chegada do futebol a americano ao Maracanã agita uma crescente comunidade de fãs com atividades ao longo da semana
O gramado do Maracanã está prestes a receber uma partida diferente — desta vez, com uma bola oval.
No dia 27 de setembro, às 17h25, o Rio sedia seu primeiro jogo oficial da principal liga de futebol americano, a NFL.
A ideia é que a capital fluminense se torne palco de três a cinco partidas até 2030. “Vai ser fantástico ter uma disputa nesse lugar lendário. A cidade tem uma ótima cultura e pessoas maravilhosas, que torcem de forma muito apaixonada”, comenta a lenda Mark Ingram II, ex-jogador do Baltimore Ravens, time que enfrenta o Dallas Cowboys no Estádio Mário Filho.
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Com 36 milhões de torcedores, o Brasil se destaca como o terceiro maior público internacional da modalidade, atrás apenas do México e dos Estados Unidos.
Todo esse interesse motivou a liga a implementar diversas ações pré-jogo, a exemplo de uma corrida no Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, até a presença de um balão voador em formato de capacete na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Diversos bairros vão ganhar lojas temporárias, e a do Shopping Leblon vai funcionar até fevereiro de 2027, data do fim do campeonato. “Teremos celebrações que aproximam a emoção do espectador, culminando no histórico confronto no Maracanã”, explica Luis Martinez, gerente-geral da organização no Brasil.
O fascínio pelo futebol americano na capital fluminense tem crescido de forma constante e, atualmente, a cidade conta com lojas especializadas e até escolinhas profissionais.
“Em 2009, era difícil ter amigos para comentar sobre os jogos. Dez anos depois, assisti ao Super Bowl num bar lotado e agora poderei assistir a uma partida ao vivo”, avalia Maria Clara Schaeffer, tradutora de videogames e torcedora do Ravens.
Quem pratica o esporte também observa o aumento no entusiasmo. “Quando começamos a treinar, em 2015, levamos meses para reunir dez jogadores. Hoje, no meio da semana, a gente recebe pelo menos dezesseis interessados”, explica Vinícius Cruz, treinador do Rio de Janeiro Devils, equipe de flag football — versão sem contato físico — que revelou o esportista Arthur Scalco, campeão sul-americano com a seleção brasileira em 2026.
Contudo, treinar em solo carioca ainda é desafiador: “Muitas vezes os atletas têm que custear o próprio equipamento, cujo preço médio é de 4 000 reais”, desabafa Wellington Duretto, presidente do Flamengo Imperadores. “A gente acredita que essa vinda da NFL é uma oportunidade para dar visibilidade ao potencial dos times nacionais, que podem crescer a exemplo do que aconteceu com o basquete há algumas décadas”.
Com a chegada da NFL à cidade, o turismo também marca pontos: fãs das duas equipes que estreiam no Maracanã vêm de diversos estados e até de outros países para assistir ao confronto.
“A nossa confraternização vai contar com participantes da Alemanha, Canadá, México e Estados Unidos”, exalta Vinícius Iori, organizador da Blue Party, aquecimento que acontecerá no bar Mad Brew, em Ipanema, no sábado (26).
No dia seguinte, a turma pretende adaptar o tailgate americano — tradicional reunião pré-jogo com churrasqueiras e barracas — nos arredores do estádio, mas consumindo com ambulantes e comércios da região em vez de colocar carnes para assar.
Em pé de igualdade, o Ravens Brasil, único grupo nacional de admiradores reconhecido oficialmente pelo time de Baltimore, também se reúne nos dois dias, no Brewteco da Tijuca, em uma fan fest co-organizada com a página PlayCall Brasil.
Antes da bola rolar (ou seria voar?), Kandace Lindsey e Péricles cantam, respectivamente, os hinos americano e brasileiro.
Já no intervalo, tem performance de Pedro Sampaio ao lado do astro latino Ricky Martin. “Vai ser um momento inesquecível”, promete o cantor e DJ carioca. “Estamos preparando algumas surpresas e acho que o público vai gostar muito do que vem por aí”, antecipa. Nas arquibancadas cariocas, o agito está garantido.
FALA, NFL
Principais termos e jogadas do esporte
Quarterback — Capitão do time
Touchdown — Uma das formas de pontuar, quando a bola é levada até a endzone
Endzone — Área no final do campo, onde ficam a trave e os pontos são marcados
Extra point — O chute logo após um touchdown
Field goal — Quando a equipe chuta em vez de tentar um touchdown
Fumble — Se um jogador perde o controle da bola, qualquer oponente pode pegá-la e continuar a jogada
Interception — Momento em que o adversário pega a bola no meio de um passe entre atletas







