Paixão pelo esporte: conheça as principais ações para aproveitar a NFL Rio Game Week 2026

Chegada do futebol a americano ao Maracanã agita uma crescente comunidade de fãs com atividades ao longo da semana

Por Lucas Vieira 18 set 2026, 07h49
Dois jogadores de futebol americano em campo, um do Dallas Cowboys (branco e azul, número 42) e outro do Baltimore Ravens (azul escuro, número 38) correndo com a bola
Grama sagrada: Baltimore Ravens e Dallas Cowboys vão se enfrentar no estádio mais famoso do Brasil, recebendo fãs de diversas partes do país  (Sam Hodde/Getty Images)
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O gramado do Maracanã está prestes a receber uma partida diferente — desta vez, com uma bola oval.

No dia 27 de setembro, às 17h25, o Rio sedia seu primeiro jogo oficial da principal liga de futebol americano, a NFL.

A ideia é que a capital fluminense se torne palco de três a cinco partidas até 2030. “Vai ser fantástico ter uma disputa nesse lugar lendário. A cidade tem uma ótima cultura e pessoas maravilhosas, que torcem de forma muito apaixonada”, comenta a lenda Mark Ingram II, ex-jogador do Baltimore Ravens, time que enfrenta o Dallas Cowboys no Estádio Mário Filho.

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Com 36 milhões de torcedores, o Brasil se destaca como o terceiro maior público internacional da modalidade, atrás apenas do México e dos Estados Unidos.

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Todo esse interesse motivou a liga a implementar diversas ações pré-jogo, a exemplo de uma corrida no Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, até a presença de um balão voador em formato de capacete na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Diversos bairros vão ganhar lojas temporárias, e a do Shopping Leblon vai funcionar até fevereiro de 2027, data do fim do campeonato. “Teremos celebrações que aproximam a emoção do espectador, culminando no histórico confronto no Maracanã”, explica Luis Martinez, gerente-geral da organização no Brasil.

O fascínio pelo futebol americano na capital fluminense tem crescido de forma constante e, atualmente, a cidade conta com lojas especializadas e até escolinhas profissionais.

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“Em 2009, era difícil ter amigos para comentar sobre os jogos. Dez anos depois, assisti ao Super Bowl num bar lotado e agora poderei assistir a uma partida ao vivo”, avalia Maria Clara Schaeffer, tradutora de videogames e torcedora do Ravens.

Quem pratica o esporte também observa o aumento no entusiasmo. “Quando começamos a treinar, em 2015, levamos meses para reunir dez jogadores. Hoje, no meio da semana, a gente recebe pelo menos dezesseis interessados”, explica Vinícius Cruz, treinador do Rio de Janeiro Devils, equipe de flag football — versão sem contato físico — que revelou o esportista Arthur Scalco, campeão sul-americano com a seleção brasileira em 2026.

Contudo, treinar em solo carioca ainda é desafiador: “Muitas vezes os atletas têm que custear o próprio equipamento, cujo preço médio é de 4 000 reais”, desabafa Wellington Duretto, presidente do Flamengo Imperadores. “A gente acredita que essa vinda da NFL é uma oportunidade para dar visibilidade ao potencial dos times nacionais, que podem crescer a exemplo do que aconteceu com o basquete há algumas décadas”.

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Ambiente interno de dois bares, com mesas e cadeiras de madeira e metal no lado esquerdo, e no lado direito, cinco copos de cerveja de diferentes cores e tamanhos em primeiro plano, com o balcão do bar Brewteco ao fundo
Prévias garantidas: os fãs da modalidade já marcaram encontros no Mad Brew (acima), em Ipanema, e no Brewteco (à esq.) da Tijuca (Tomas Rangel/Divulgação)

Com a chegada da NFL à cidade, o turismo também marca pontos: fãs das duas equipes que estreiam no Maracanã vêm de diversos estados e até de outros países para assistir ao confronto.

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“A nossa confraternização vai contar com participantes da Alemanha, Canadá, México e Estados Unidos”, exalta Vinícius Iori, organizador da Blue Party, aquecimento que acontecerá no bar Mad Brew, em Ipanema, no sábado (26).

No dia seguinte, a turma pretende adaptar o tailgate americano — tradicional reunião pré-jogo com churrasqueiras e barracas — nos arredores do estádio, mas consumindo com ambulantes e comércios da região em vez de colocar carnes para assar.

Em pé de igualdade, o Ravens Brasil, único grupo nacional de admiradores reconhecido oficialmente pelo time de Baltimore, também se reúne nos dois dias, no Brewteco da Tijuca, em uma fan fest co-organizada com a página PlayCall Brasil.

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Antes da bola rolar (ou seria voar?), Kandace Lindsey e Péricles cantam, respectivamente, os hinos americano e brasileiro.

Já no intervalo, tem performance de Pedro Sampaio ao lado do astro latino Ricky Martin. “Vai ser um momento inesquecível”, promete o cantor e DJ carioca. “Estamos preparando algumas surpresas e acho que o público vai gostar muito do que vem por aí”, antecipa. Nas arquibancadas cariocas, o agito está garantido.

Um homem sorridente com camisa verde e amarela Brasil 25 segura uma medalha e um troféu, enquanto à direita, jogadores de futebol americano com uniformes pretos e vermelhos correm em campo, um deles carregando uma bandeira
Jeitinho carioca: jogadores de times locais, como o Flamengo Imperadores (abaixo) acreditam que a vinda da liga pode trazer incentivos para que mais atletas se destaquem, assim como Arthur Scalco (à dir.), campeão sul-americano (./Arquivo pessoal)

FALA, NFL

Principais termos e jogadas do esporte

Quarterback — Capitão do time

Touchdown — Uma das formas de pontuar, quando a bola é levada até a endzone

Endzone — Área no final do campo, onde ficam a trave e os pontos são marcados

Extra point — O chute logo após um touchdown

Field goal — Quando a equipe chuta em vez de tentar um touchdown

Fumble — Se um jogador perde o controle da bola, qualquer oponente pode pegá-la e continuar a jogada

Interception — Momento em que o adversário pega a bola no meio de um passe entre atletas

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