Clique e assine por apenas 3,90/mês

Museu Nacional: parte de acervo da imperatriz Teresa Cristina é recuperada

Pesquisadores e professores trabalham incansavelmente para que instituição possa reabrir em 2022

Por Marcela Capobianco - Atualizado em 3 set 2020, 11h54 - Publicado em 3 set 2020, 11h48

Há exatos dois anos e um dia, o Museu Nacional da UFRJ era destruído num incêndio. Grande parte do acervo foi consumida pelas chamas e pesquisadores e professores correm contra o tempo para poder recuperar algumas peças que resistiram ao fogo.

Nesta semana, o Museu Nacional divulgou imagens de jarros, ânforas e afrescos, que faziam parte da coleção da imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II, que foram recuperados no local após dois anos de escavações. Cerca de cem itens, principalmente os de argila e cerâmica, estavam inteiros.

+ Apenas dois museus do Rio têm data para reabrir

A ideia da direção do museu é reabrir parcialmente as instalações em 2022.

View this post on Instagram

Você já deve ter ouvido por aí que nada sobrou do Museu Nacional/UFRJ. Porém você sabia que isso não é verdade? Profissionais capacitados trabalham no Palácio desde pouco tempo depois do incêndio, recuperando e catalogando tudo o que é encontrado. Um trabalho difícil e detalhista, que é muitas vezes emocionante e movido a muita paixão. Você gostaria de conhecer um pouco mais do trabalho do Núcleo de Resgate de Acervos? Amanhã, 2 de setembro, às 15h, vamos promover o seminário virtual “Relatos do Resgate: Conservação, Restauro e a Coleção Teresa Cristina”. O encontro será transmitido através do endereço https://www.youtube.com/watch?v=8BTBb7hQL3M Serão apresentadas algumas das peças da coleção Teresa Cristina que foram resgatadas, com destaque para os afrescos de Herculano e Pompéia. Venha assistir e descobrir por que o Museu Nacional, de fato, vive! Fotos: Diogo Vasconcellos #resgate #museunacionalvive #doisanos #relatosdoresgate

Continua após a publicidade

A post shared by Museu Nacional UFRJ (@museunacional1818) on

+ Para receber VEJA Rio em casa, clique aqui

A Polícia Federal encerrou, em julho, a investigação sobre o incêndio. A perícia confirmou que o  fogo começou em um dos aparelhos de ar condicionado instalados no primeiro andar, perto da entrada principal, descartando a possibilidade de ação criminosa.

Em junho de 2018, a direção do museu assinou um contrato com o BNDES para revitalizar e adequar o prédio ao Código de Segurança contra Incêndio e Pânico, mas o valor não foi desembolsado antes da ocorrência do incêndio.

+ Como anda o patrimônio cultural carioca?

A PF, portanto, não caracterizou a conduta dos gestores como omissa, já que a obtenção de verba para a reforma do prédio foi concluída apenas três meses antes do incêndio.

Continua após a publicidade
Publicidade