Por que o muro da Praça Sarah Kubitschek, em Copacabana, será demolido
Retirada da estrutura, uma demanda dos moradores há mais de 15 anos, será feita na segunda (27)
Alvo de uma série de reclamações de moradores do entorno, o muro que cerca a Praça Sarah Kubitschek será demolido na segunda (27). De acordo com os vizinhos, a estrutura, que ostenta uma pintura do escritor e cartunista Millôr Fernandes, precisa de intervenções por questões de segurança.
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Como condição para a remoção do muro original e a integração do espaço à calçada, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU) determinou que a obra seja reproduzida no muro da Escola Cócio Barcellos, vizinha à praça.
A revitalização do espaço é uma demanda de mais de 15 anos. Ainda em 2009, moradores e comerciantes se reuniram com o vereador Carlo Caiado (PSD), atual presidente da Câmara do Rio, para apontar a insegurança gerada pelo muro. Segundo eles, a construção deixava a praça enclausurada, com pouca iluminação e visibilidade para a rua.
Em 2015, Caiado liderou um abaixo-assinado com mais de três mil assinaturas, que embasou sucessivas reuniões com a Fundação Parques e Jardins, e, entre 2016 e 2019, o vereador encaminhou ofícios à Prefeitura e ao Ministério Público relatando o estado de abandono e solicitando intervenções.
Coordenada pela Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva), a revitalização prevê a requalificação completa da praça. O projeto inclui a integração do espaço à calçada, recuperação dos pisos, instalação de rampas de acessibilidade e reforma das escadas. Também estão previstas a revitalização de bancos e mesas de xadrez, além da criação de uma área infantil com brinquedos, parede de escalada e piso emborrachado.
A demolição integra o projeto de revitalização do espaço, iniciado na segunda (20) e com previsão de conclusão até agosto. “A realização dessa obra é a vitória de uma luta histórica. Após uma longa articulação com diferentes órgãos públicos, conseguimos transformar uma reivindicação popular em política efetiva para devolver segurança ao bairro, respeitando sua memória”, afirmou Caiado. A iniciativa conta com o apoio do vereador Flávio Valle (PSD), ex-subprefeito da Zona Sul.







