O que se sabe sobre explosão em terreiro que matou mulher na Zona Oeste

Caroline Pinto dos Santos teve 65% do corpo queimado em incêndio durante cerimônia de candomblé

Por Da Redação 14 jul 2026, 12h34
Mulher de turbante branco e roupa de renda branca com faixa dourada Iya Osi no peito, sentada, olhando para a direita, com uma criança ao lado e outras pessoas desfocadas ao fundo
Caroline Pinto dos Santos: religiosa deixa deixa três filhas, de 16, 10 e 5 anos (Redes sociais/Reprodução)
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A polícia do Rio investiga a morte de Caroline Pinto dos Santos, que teve 65% do corpo queimado em um incêndio durante uma cerimônia em um terreiro de candomblé na Zona Oeste. De acordo com o depoimento de testemunhas, Gabriel Pimentel, marido da yalorixá Thayane Alves, não prestou socorro à vítima. Ele aparece em imagens que mostram o momento do acidente despejando etanol em uma cumbuca que já estava pegando fogo. Caroline faleceu na quinta (9), e o corpo foi sepultado no último sábado (11).

O proprietário do terreiro, Anderson Bruno de Andrade Júnior, alegou em depoimento à 33ª DP (Realengo) que Thayane não informou que usaria materiais inflamáveis. Segundo ele, Gabriel foi alertado e proibido de usar o galão contendo etanol no ritual. Em seu depoimento, Anderson afirma ainda que ele foi buscar o material no carro a mando de Thayane. O acusado teria se aproveitado de uma distração e jogado o conteúdo no recipiente próximo a Caroline, causando uma explosão. Outra testemunha afirmou acreditar que Thayane queria filmar o momento do ritual para postar nas redes sociais. E a irmã de Caroline, Carina, disse à polícia que sua irmã confirmou que Gabriel não prestou socorro e que a vítima não sabia que haveria fogo durante a gira. Ela teria contado à irmã que precisou usar um lençol para apagar as chamas do próprio corpo.

No vídeo que mostra a cerimônia, é possível ver Gabriel se aproximar de uma cumbuca que estava com fogo e adiciona mais combustível. Nesse momento, as chamas sobem e atingem a vítima, que teve o corpo queimado e foi levada para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz. A filmagem mostra o desespero dos religiosos, que correm e começam a gritar por água para apagar o incêndio.

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Em nota publicada no Instagram, antes de desativar suas redes sociais, Thayane Alves diz que o babalorixá Anderson, que comanda o terreiro, não teve a ver com o uso de combustível nem era responsável pela vida religiosa de Caroline. Ela diz ainda que “o ritual religioso realizado na ocasião possuía caráter estritamente particular, sendo conduzido exclusivamente por mim e por meu esposo” e classifica a situação como um “acidente de natureza inesperada e imprevisível”, além de “trata-se de um fato profundamente lamentável, cuja ocorrência não era prevista”. Caroline deixa três filhas, de 16, 10 e 5 anos.

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