Mulher de 37 anos que se passava por criança já sofreu processos no Rio

Registros da Justiça revelam uma trajetória de processos e internações em diferentes cidades do estado nos últimos 12 anos

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 jun 2026, 12h21 | Atualizado em 11 jun 2026, 11h04
Menina deitada de bruços em um trampolim azul, sorrindo, com uma faixa vermelha no cabelo e um curativo branco no pulso esquerdo, segurando um pequeno cachorro de pelúcia marrom perto do rosto
 (,/Reprodução)
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A mulher de 37 anos que foi descoberta em Santa Catarina após se passar por uma menina de 12 anos já possui registros de situações semelhantes no estado do Rio de Janeiro há pelo menos 12 anos.

Documentos judiciais obtidos pela reportagem mostram que, em 2014, a mulher já era alvo de medidas adotadas pela Justiça fluminense. Em um dos processos consta que a 1ª Vara de Família e da Infância de Cabo Frio promoveu sua internação compulsória. Na ocasião, o cumprimento da medida chegou a ser comunicado a outra comarca por meio de carta precatória. Há ainda registros indicando que ela estava internada em uma unidade de saúde de Cabo Frio em agosto de 2014.

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Documentos indicam ainda que Amanda Maria Souza de Oliveira passou por acolhimento institucional em Niterói. Em uma decisão de extinção do processo, a Justiça registrou que ela já tinha 25 anos de idade e não se encontrava mais acolhida, após ter deixado um hospital psiquiátrico onde estava internada. Diante da perda do objeto da ação, o caso foi encerrado e arquivado.

Os processos consultados permanecem, em sua maioria, sob sigilo de Justiça, o que limita o acesso a detalhes sobre os fatos investigados à época.

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A revelação reforça que o caso descoberto recentemente em Santa Catarina não seria um episódio isolado. Conforme divulgado pelas autoridades catarinenses, a mulher manteve por anos a falsa identidade de adolescente, frequentando escolas e convivendo com famílias de acolhimento até que inconsistências em sua documentação levaram à descoberta da fraude. Durante 14 meses, viveu em Joinville como filha adotiva de uma família que a acolheu. 

Na terça-feira (9), a Justiça de Santa Catarina recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra a mulher. Ela é acusada dos crimes de estelionato e falsa identidade. De acordo com o Judiciário catarinense, um exame de sanidade mental foi agendado para o dia 26 de junho. A acusada permanece detida.

 

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