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Morre Edson Bueno, o fundador da Amil

Médico e empresário, ele era uma das maiores fortunas do país. Ele foi vítima de um infarto agudo, em Búzios

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 14 fev 2017, 17h09 - Publicado em 14 fev 2017, 12h57
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Divulgação

Morreu na manhã desta terça (14) o empresário e médico Edson de Godoy Bueno, 73 anos, o fundador do grupo Amil. Ele estava em Búzios, na Região dos Lagos, quando sofreu um infarto agudo. Atualmente, exercia a função de Chairman do UnitedHealth Group para a América Latina, alçém de ser vice-presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e presidente do Conselho Diretor do Instituto de Estudos em Saúde Suplementar (IESS). Segundo o ranking da revista Forbes, Bueno ocupava a 22ª posição entre os brasileiros mais ricos. A fortuna estimada em 3,1 bilhões de dólares

Sua vida foi marcada por uma excelente capacidade para os negócios. De origem humilde, da cidade Guarantã, no interior de São Paulo, foi vendedor de frutas e engraxate. Inspirado no único médico de sua cidade conseguiu mudar para o Rio onde ingressou no curso de medicina da UFRJ. Funcionário da Casa de Saúde São José, em Duque de Caxias, conseguiu se tornar dono do hospital em 1971. Cinco anos depois, em sociedade com outros três médicos criou a Rede Esho (Empresa de Serviços Hospitalares) para administrar três hospitais.

Em 1978 criou a Amil Assistência Médica Internacional da qual permaneceu como principal acionista até 2012, quando em uma negociação bilionária vendeu o controle para a rede americana UnitedHealth Group, um dos maiores grupos de saúde do mundo, por 4,9 bilhões de dólares. O grupo controla a rede de Hospitais Samaritano e Vitória. Em fevereiro de 2014, tornou-se controlador do grupo Dasa, dono dos laboratórios Delboni Auriemo.

Em dezembro do ano passado, ele deixou o comando da Amil. Seu sucessor foi Cláudio Lottenberg, indicado pelo próprio Bueno. Recentemente, o empresário se dedicou à implantação de um ambicioso complexo hospitalar na Barra da Tijuca, o Americas Medical City, formado pelos hospitais Vitória e Samaritano. Entretanto a crise econômica teve severo impacto nos negócios, levando à redução da base de clientes dos planos de saúde e consequentemente ociosidade na rede própria da Amil, incluído aí o novo complexo. Segundo fontes do mercado, a United Health, desde 2015, tem demonstrado insatisfação com a situação da filial brasileira. No fim do ano passado, os americanos se viram forçados a fazer volumosos aportes financeiros no país, boa parte deles exigidos pelo fraco desempenho comercial dos hospitais cariocas.

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