Clique e assine por apenas 4,90/mês

Milícia forçava empresários a comprar bebida à base de tinta de cabelo

Caso de vodcas e uísques feitos com álcool de cozinha e corante aconteceu na Zona Oeste

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 29 jun 2018, 18h22 - Publicado em 29 jun 2018, 18h21
Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil desbaratou uma quadrilha de milicianos que forçava empresários a comprar bebidas adulteradas na Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio. Entr os ingredientes das vodcas e uísques falsificados, estavam álcool de cozinha, corante, tinta spray e tintura de cabelo.

Agentes ficaram infiltrados na região por 10 dias para a operação, que resultou na prisão de três pessoas. De acordo com relatos, os criminosos usavam garrafas usadas deixadas em um mercado da região para envasar a bebida de menor qualidade. Depois, revendiam-na a donos de bares e empresários que promovem festas na área. “Os caras nunca chegaram lá, tipo, botando arma na minha cara, fuzil, mas sempre dando a entender que estavam dispostos a tudo”, relatou uma das vítimas em reportagem publicada pelo G1.

A bebida produzida pelos milicianos poderia render bem mais que uma dor de cabeça. Segundo Francisco Nelson Bastos, médico da Fiocruz entrevistado pelo portal de notícias, os produtos chegavam a ter concentração de álcool superior a 50%, característica que causa a quem bebe sobrecarga renal e hepática e, em alguns casos, até lesões no cérebro.

Publicidade