Adolescente vítima de estupro coletivo em Campo Grande ganha medida protetiva

Justiça impõe restrições a adolescente suspeito de atrair a jovem para emboscada no local do crime

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 Maio 2026, 17h12 | Atualizado em 18 Maio 2026, 17h14
Estupro em Campo Grande: Justiça do RJ aprova medida protetiva para vítima de 12 anos
Estupro em Campo Grande: Justiça do RJ aprova medida protetiva para vítima de 12 anos (Bruno Mirandella/OAB-RJ/Divulgação)
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O pedido de medida protetiva para a jovem de 12 anos, vítima de estupro coletivo em Campo Grande, na Zona Oeste, foi aceito pela Justiça do Rio de Janeiro, que também determinou uma série de restrições contra um dos suspeitos do crime: o namorado da jovem, apontado como responsável por atraí-la para o local onde o crime aconteceu.

Entre as determinações impostas, o adolescente está impedido de se aproximar da vítima, de seus familiares e de testemunhas, além de não poder frequentar a escola da jovem.

O crime, que veio à tona na semana passada, aconteceu no dia 22 de abril quando a família tomou conhecimento da violência.

De acordo com a investigação, a vítima mantinha um relacionamento com um dos suspeitos. No dia da violência, ele a convidou para ir até a casa dele, localizada na Estrada do Tingui.

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Ao chegar ao local, a jovem foi surpreendida pela presença de outros 7 adolescentes.

Segundo a polícia, eles cercaram a vítima e cometeram o estupro coletivo. A agressão foi registrada em vídeo pelos próprios agressores.

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A adolescente voltou para casa após o crime, mas não denunciou imediatamente o que havia acontecido por medo e vergonha.

A situação mudou após os vídeos começarem a circular nas redes sociais. O material chegou até a mãe da vítima, que procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande, responsável pela investigação.

Segundo a Polícia Civil, um dos envolvidos chegou a vender as imagens por R$ 5.

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Em poucas horas, os agentes conseguiram identificar todos os 8 adolescentes envolvidos no crime. A justiça expediu mandados de apreensão e internação para todos eles.

Até agora, seis suspeitos foram apreendidos, enquanto outros dois seguem foragidos. A polícia continua as buscas para encontrá-los.

A família da vítima afirma estar profundamente abalada e indignada com o caso, e pede que todos os envolvidos sejam responsabilizados.

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