Pedra sobre pedra: mancha na encosta do Corcovado gera polêmica
Há quem ache que tom esbranquiçado no paredão aos pés do Cristo é concreto escorrendo de uma obra e cobre providências, mas ICMBio esclarece que não há riscos
A imagem vem dando o que falar: desde o fim de março, uma mancha branca descendo a encosta do morro do Corcovado passou a ilustrar posts desconfiados nas redes sociais. Alguns, em tom de denúncia, falam em concreto escorrendo e cobram providências. Há também quem compare o tom esbranquiçado no paredão aos pés do Cristo ao guano, fertilizante formado pelo acúmulo de excrementos de aves marinhas e morcegos.
Nem uma coisa, nem outra: são resíduos da própria rocha, um pó que se espalha com a água da chuva e está se acumulando nos arredores da obra de recuperação dos chamados contrafortes – quatro grandes colunas a 650 metros de altura, colocadas ali em 1986 para sustentar uma rocha imensa que serve de apoio para o platô onde se concentram os visitantes do ponto turístico mais visitado do Brasil. Até o fim do ano, serão instalados 28 novos tirantes, feitos de barras de aço maciço, dentro das colunas, a fim de reforçar a segurança.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
“Para a instalação, é necessário perfurar o morro. E, nesse processo, é produzido um pó de cor branca. Esse pó é apenas rocha desfeita. Não tem nenhum poluente vazando ou escorrendo”, esclarece Viviane Lasmar, chefe do Parque Nacional da Tijuca e analista ambiental do ICMBio, que garante: “Aos poucos, a mancha, que é de origem natural, vai se integrando e assumindo as cores da paisagem do entorno”. Ufa!







