O livro que toca Bethânia: cantora é homenageada no mês em que faz 80 anos

Com título pinçado de uma frase do roteiro do filme Aquarius, obra lembra um antigo LP e tem a história costurada pelo repertório da cantora

Por Paula Autran 12 jun 2026, 06h25
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livro de Mirella Amorim tem ilustrações em bico de pena de Nara Menezes (./Divulgação)
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No mês em que completa 80 anos, Maria Bethânia ganha um livro especial. Com título pinçado de uma frase do roteiro do filme Aquarius (2016), dita pela atriz Sônia Braga, Toca Maria Bethânia pra Ela lembra um antigo LP e tem a história costurada pelo repertório da cantora.

Capa de livro vermelha com título Toca Maria Bethânia Pra Ela em preto. Um disco de vinil dourado com elementos gráficos como um pássaro, coqueiros, montanhas, uma estrada, um rosto de urso e um aviso de Perigo com um tubarão. Autoria de Mirella Amorim e ilustrações de Nara Menezes
Toca Bethânia: lado A é protagonizado por Clara, suburbana do Encantado que se apaixona por outra mulher, Teresa, que assume a narração no lado B, (./Divulgação)

O lado A é protagonizado por Clara, suburbana do Encantado que se apaixona por outra mulher. O alvo da paixão é Teresa, que assume a narração no lado B, também nascida aqui e com uma relação forte com a Zona Sul, mas que vai morar em Recife. “O leitor pode começar por qualquer um dos dois que vai fazer sentido”, garante a autora, Mirella Amorim, que distribui alusões à ídola no nome de alguns capítulos, em citações e até na construção de personagens. A trilha sonora subliminar proporciona uma ambiência à narrativa — e pode ser ouvida graças a um QR code que consta no marcador e leva a uma playlist, sugerida por Mirella. “No fim do livro faço todas as referências para o público não bethâniano”, brinca ela, que levou quatro anos escrevendo a obra ilustrada em bico de pena por Nara Menezes.

Desenho em preto e branco de uma fita cassete com a palavra Betânia escrita na parte superior. A fita magnética está desenrolada, formando um emaranhado de curvas à esquerda e abaixo da fita, sobre um fundo branco
Som ambiete: trilha sonora subliminar proporciona ambiência à narrativa — e pode ser ouvida graças a um QR code que consta no marcador e leva a uma playlist (./Divulgação)

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“Não conheço Bethânia pessoalmente, nem sei se ela sabe do livro. Mas é uma homenagem, sem dúvida. A ela e também ao Rio de Janeiro”, conta a tijucana exilada em São Paulo: “Me interessa muito este Rio idílico, mas que escamoteia muitas contradições cariocas”.

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