Se beber, não dirija: Lei Seca chega aos 18 anos com mais responsabilidades
De 2022 a abril de 2026, percentual de alcoolemia subiu para 10,1% nas 1.365.555 abordagens em blitzes marcadas pelas chamadas bols
A Lei Seca atinge a maioridade com uma bagagem de peso no Rio. Desde o começo da fiscalização, em 2009, quase 5 milhões de motoristas já foram abordados em mais de 42 600 operações, superando 4,5 milhões de testes de etilômetro. A reboque, levantamentos apontam a redução de 40% no número de acidentes e vítimas. Na comparação entre 2008 e 2025, o estado registrou queda de 21% na taxa de mortes no trânsito, apesar das 360 000 ocorrências envolvendo consumo de álcool ao volante no período.
Os dados dos últimos anos, no entanto, indicam uma mudança preocupante no comportamento dos fluminenses após a pandemia: se entre 2014 e 2019, a alcoolemia (concentração no sangue) foi identificada em 4,97% das 1.988.629 abordagens, de 2022 a abril de 2026, este percentual subiu para 10,1% nas 1.365.555 interpelações nas blitzes marcadas pelas chamadas bols, que, por sinal, são coisa nossa – em Brasília, por exemplo, elas são identificadas por barracas amarelas.
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Por isso, o deputado federal Hugo Leal (PSD), autor do projeto de lei que deu origem à medida, segue empenhado em difundir sua importância. E, ultimamente, ainda tem que ouvir a mesma piada por onde passa: “Ao atingir 18 anos, a Lei Seca já pode beber?”. “Só não pode dirigir depois”, responde o parlamentar aos engraçadinhos. “Ela é igual a filho: foi bebê, adolescente e está se tornando jovem, tendo que assumir responsabilidades para continuar fazendo efeito. Quando chegar à maturidade, lá pelos 30 anos, ninguém vai nem se lembrar que é uma obrigatoriedade”, assegura.





