Bombeiros buscam corpo de adolescente que desapareceu no mar de Copacabana

O jovem estava com amigos quando foi arrastado pela correnteza; Corpo de Bombeiros já realizou mais de 7,5 mil resgates nas praias do Rio em 2026

Por Ana Beatriz Aprigio 16 jul 2026, 15h56 | Atualizado em 16 jul 2026, 15h59
O perigo das correntezas: adolescente desaparece no mar da Praia de Copacabana; caso reforça orientações de segurança no mar
O perigo das correntezas: adolescente desaparece no mar da Praia de Copacabana; caso reforça orientações de segurança no mar (./Divulgação)
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Bombeiros buscam corpo de adolescente que desapareceu no mar de Copacabana Priorizar nos meus resultados Google

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) segue realizando buscas por um turista goiano de 17 anos que desapareceu no mar da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na tarde da última terça (15). O caso reforça o alerta para os riscos do mar, mesmo em praias monitoradas, e para a importância das medidas de prevenção contra afogamentos.

O adolescente, identificado como K.G.T.C., estava na altura do hotel Copacabana Palace com três amigos quando foi arrastado pela forte correnteza. Segundo o registro da ocorrência, o grupo estava na beira da água quando uma onda maior os atingiu. Os amigos conseguiram sair do mar, mas o jovem desapareceu.

Militares do Terceiro Grupamento Marítimo (3º GMAR) foram acionados às 15h09 e, desde então, mantêm uma operação de busca com embarcações, motos aquáticas, mergulhadores e drones, utilizados conforme as condições do mar.

A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 12ª DP (Copacabana) e encaminhado para a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), responsável pelas investigações.

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Nas redes sociais, familiares do K.G.T.C, atleta de boxe e morador de Bom Jesus de Goiás, pedem orações pelo jovem. Amigos também organizaram uma vaquinha para ajudar os pais, que viajaram ao Rio de Janeiro para acompanhar as buscas.

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Mais de 7,5 mil resgates neste ano

Enquanto as equipes permanecem mobilizadas na operação, o Corpo de Bombeiros destaca que o caso evidencia um problema recorrente nas praias cariocas. Somente entre 1º de janeiro e 15 de julho deste ano, guarda-vidas do CBMERJ realizaram 7.591 resgates nas praias da cidade do Rio de Janeiro e promoveram 325.681 ações preventivas, orientando banhistas sobre os riscos do mar.

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Em Copacabana, uma das praias mais movimentadas do país, foram registrados 4.158 resgates e 105.482 orientações preventivas no mesmo período.

Segundo dados da corporação, boa parte das ocorrências é evitada graças ao trabalho dos guarda-vidas, que orientam os frequentadores sobre correntezas, valas, bandeiras de sinalização e os locais mais seguros para banho.

Dia Mundial da Prevenção do Afogamento

O alerta ganha ainda mais relevância às vésperas do Dia Mundial da Prevenção do Afogamento, celebrado em 25 de julho e instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar a população sobre um problema de saúde pública que, na maioria dos casos, pode ser evitado.

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De acordo com o porta-voz do CBMERJ, tenente-coronel Fábio Contreiras, algumas atitudes simples, como não nadar à noite, podem reduzir significativamente os riscos. “No período noturno, a visibilidade é reduzida, o que dificulta tanto a percepção dos riscos por parte do banhista quanto uma eventual operação de resgate. Além disso, nunca deixe crianças sozinhas próximas à água, nem por alguns segundos, pois um acidente pode acontecer de forma muito rápida. Evite consumir bebidas alcoólicas antes ou durante o banho de mar, utilize colete salva-vidas quando estiver em embarcações ou praticando atividades aquáticas e, sempre que possível, busque aprender técnicas de natação e segurança na água. Com atitudes simples e responsáveis, é possível prevenir a grande maioria dos afogamentos”, afirma.

Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 e procurar permanecer próximo aos postos de guarda-vidas, onde há equipes preparadas para agir rapidamente em casos de risco.

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