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Hospitais da UERJ e UFRJ podem perder residentes

Ministério da Educação (MEC) proibiu entrada de novos residentes e atuais podem ser realocados

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 5 jan 2018, 17h56 - Publicado em 5 jan 2018, 17h55

Além das dificuldades com falta de remédios, medicamentos, equipamentos e condições de trabalho, a crise na Saúde do Rio também está afetando a formação de novos profissionais. Motivada por falta de condições adequadas de ensino, o Ministério da Educação (MEC) colocou sob investigação os dois maiores programas de residência do Rio de Janeiro, o que obrigou a UERJ a suspender seu concurso de seleção para novos residentes.

No Hospital Universitário da UFRJ, o Clementino Fraga Filho, as provas já foram realizadas, mas o início das atividades para 180 novos residentes, que era programado para março, vai depender do resultado de uma vistoria que será realizada neste mês. Caso o hospital seja reprovado, todos os 350 residentes irão para outros hospitais universitários, o que também pode acontecer com os 420 que estão se especializando no Pedro Ernesto.

Em nota, o ministério destacou que, após receber denúncias de residentes, a CNRM fez vistorias no ano passado no Pedro Ernesto e no Clementino Fraga Filho, também conhecido como Hospital do Fundão. De acordo com o reitor da UERJ, Ruy Garcia, o cenário encontrado pela comissão é fruto da falta de repasses de verbas e dos constantes atrasos nos pagamentos de salários. A instituição já recorreu da decisão e marcou uma nova data para a prova de residência médica: 3 de fevereiro.

Em nota, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, Gabriel Neves, lamenta a medida do MEC e afirma que, apesar da grave crise financeira do Rio, “o custeio da unidade está em dia”. Em relação aos atrasos nos pagamentos das bolsas dos residentes, ele argumenta que, de acordo com um cronograma da Secretaria de Fazenda, tudo estará em dia até fevereiro.

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