Atropelamento em Ipanema: número de homicídios culposos é o maior desde 2011

Morte de jovem acontece em meio ao aumento da violência no trânsito no estado, que registrou 787 vítimas entre janeiro e abril, segundo o ISP

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 Maio 2026, 18h38
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Mariana Tanaka Abdul Hak: atropelamento de jovem em Ipanema ocorre em meio ao aumento dos casos de homicídio culposo no trânsito do estado (Intagram/Reprodução)
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O atropelamento que matou a administradora Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, em Ipanema, no último sábado (16), é mais um dos que refletem o aumento da violência no trânsito no estado do Rio. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) noticiados pelo jornal O Globo mostram que o estado registrou 787 homicídios culposos — categoria em que entram as mortes no trânsito — entre janeiro e abril deste ano. O número representa uma vítima a cada três horas e meia, em média, e é o maior para o período desde 2011, quando houve 795 casos. Já as lesões corporais culposas no trânsito somaram 9.072 registros nos quatro primeiros meses de 2026, maior índice desde 2016, segundo o levantamento publicado pelo jornal.

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Segundo a pesquisa do ISP, a capital concentra 35% das vítimas de homicídio culposo no estado. Houve aumento das ocorrências tanto na cidade do Rio quanto na Baixada Fluminense nos primeiros quatro meses deste ano, enquanto os índices caíram em Niterói e no interior.

O Corpo de Bombeiros também registrou aumento nas ocorrências relacionadas ao trânsito. A corporação foi acionada para 29.505 atendimentos entre 1º de janeiro e anteontem, número 6% superior ao do mesmo período do ano passado, quando houve 27.743 chamados. Já os atropelamentos apresentaram leve queda de 1%: foram 3.427 casos neste ano, contra 3.473 em igual período de 2025.

Foi nesse cenário que Mariana Tanaka Abdul Hak morreu após ser atropelada por uma van na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema. Filha de diplomatas brasileiros, a jovem havia desembarcado no Rio no mesmo sábado para começar uma nova fase da vida. Formada em Administração de Empresas pela ESCP Business School, na Itália, ela tinha decidido se mudar para a cidade, onde começaria a trabalhar em uma multinacional do setor de cosméticos.

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Mariana caminhava com a mãe, a diplomata Ana Patrícia Neves Abdul Hak, pela calçada da Visconde de Pirajá pouco antes das 17h, quando ambas foram atingidas pelo veículo. A mãe sofreu luxações pelo corpo e recebeu alta após atendimento. Um terceiro pedestre também ficou ferido.

O caso é investigado pela 14ª DP (Leblon) como lesão corporal culposa. De acordo com informações registradas pela polícia e divulgadas pelo RJTV2, o motorista da van, Lucas Leandro do Espírito Santo Marques, afirmou que o veículo “travou a direção” e que “o freio não funcionou”. Testes descartaram o uso de álcool ou drogas.

Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que a van, um modelo elétrico que prestava serviço terceirizado para o Mercado Livre, sai da pista e sobe na calçada antes de atingir um poste. Mariana chegou a ser socorrida com traumatismo craniano e passou por cirurgias no Hospital Miguel Couto, mas morreu no domingo (17).

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Ao jornal O Globo, o pai da jovem, o diplomata Ibrahim Abdul Hak Neto, integrante da assessoria especial internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a filha vivia o “auge da felicidade”. Segundo ele, Mariana havia decidido voltar ao Brasil para “recriar raízes” após anos vivendo no exterior.

 

 

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