Secretário de segurança diz que guerra da Ucrânia inspira traficantes do Rio

Segundo Victor Santos, facções reproduzem estratégias vistas no conflito do Leste Europeu

Por Natália Boere 5 ago 2026, 12h38 | Atualizado em 5 ago 2026, 12h39
Silhueta de um homem de boné segurando um drone danificado, com o sol forte no céu azul ao fundo e galhos secos de árvores ao redor
Militar com drone: secretário de segurança diz que guerra da Ucrânia inspira traficantes do Rio (Future Publishing/Getty Images)
Continua após publicidade
Secretário de segurança diz que guerra da Ucrânia inspira traficantes do Rio Priorizar nos meus resultados Google

Antes restrito aos campos de batalha, o uso de drones para lançar explosivos em conflitos internacionais passou a influenciar também a atuação de facções criminosas no Rio de Janeiro. A avaliação é do secretário estadual de Segurança Pública, Victor Santos, que afirmou nesta terça (5), durante um seminário, que a guerra entre Rússia e Ucrânia serviu de inspiração para o tráfico adotar novas estratégias de disputa por território.

+ Para receber VEJA Rio em casa, clique aqui

“Isso é copiado. A tecnologia com essa sofisticação ainda não chegou aqui ao Rio, mas, para o mal, há uma criatividade. É fácil comprar essas ferramentas pela internet. Colocar artefatos explosivos era questão de tempo”, afirmou Victor no seminário Caminhos do Rio, promovido pelos jornais O GLOBO e Extra.

Victor Santos destacou que, enquanto os drones são facilmente adquiridos pelos criminosos, o poder público enfrenta um caminho mais lento para obter equipamentos capazes de neutralizá-los, já que a compra depende de processos licitatórios e de avaliações técnicas. Segundo ele, estudos sobre as tecnologias mais adequadas estão em andamento com apoio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Continua após a publicidade

Durante o mesmo seminário, o assessor especial do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Daniel Hirata, anunciou que o governo federal vai doar ao estado dois sistemas antidrone destinados ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), por meio do Programa Brasil Contra o Crime Organizado. A previsão é que os equipamentos sejam entregues até o fim do ano. Eles terão capacidade de localizar o operador do drone e interceptar a aeronave.

O debate ocorre em meio ao aumento do uso dessa tecnologia pelo crime organizado no Rio. Desde março, já foram registrados ao menos sete ataques com explosivos lançados por drones na cidade. Na madrugada desta terça, moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte, relataram uma nova explosão durante um intenso confronto armado na região da Chatuba. Segundo testemunhas, o artefato teria sido lançado por um drone, o que pode representar o oitavo caso do tipo no período.

 

 

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Domine o fato. Confie na fonte.
15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Premium
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Premium

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês