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Grandes nomes do skate competem em Madureira

Cotados para participar da Olimpíada de Tóquio, atletas disputam a primeira etapa do Mundial no Rio

Por Pedro Moraes 21 jan 2017, 00h00

Grandes talentos das rodinhas vão enfrentar um adversário extra na etapa carioca do Mundial de Skate Bowl 2017: o calor. Altas temperaturas aguardam os participantes do torneio Oi Bowl Jam, que acontece de sexta (27) a domingo (29), no Parque Madureira. Os três dias de prova, com entrada gratuita, abrem o disputado circuito internacional. Entre as estrelas a caminho da cidade estão nomes cotados para estrear em Tóquio, em 2020, como atletas olímpicos — na capital japonesa, a brincadeira radical surgida na Califórnia, na década de 70, depois alçada a modalidade esportiva, vai levar medalhistas ao pódio dos Jogos pela primeira vez. Estão no páreo o americano Alex Sorgente, atual primeiro colocado do ranking mundial, o catarinense Pedro Barros, seis vezes campeão mundial, e o espanhol Danny León, vencedor de diversos torneios. “Além de o calor exigir mais esforço, a pista tem nível de dificuldade alto. Para se sair bem em Madureira é preciso muito preparo e concentração”, avalia Pedro Barros, que venceu as três etapas anteriores na cidade.

A relação entre o Rio e o skate é antiga. O complexo dedicado ao esporte em Madureira foi batizado com o nome de um pioneiro carioca, Jorge Luiz Souza, o Tatu (1957-2005), e a primeira pista da América Latina foi inaugurada em Nova Iguaçu, em 1974. Décadas depois, a cidade mantém seu protagonismo. Com a abertura do Parque Madureira, em 2012, seus 8 250 metros quadrados reservados aos skatistas tornaram-se o novo recorde sul-americano de tamanho. De acordo com pesquisa da Confederação Brasileira de Skate, a cidade tem o segundo maior número de praticantes do país, com meio milhão de pessoas. Tamanha vocação alimenta um sonho pós-Rio 2016. “Seria incrível poder fazer etapas classificatórias dos Jogos de 2020 no Rio. Vamos batalhar por isso”, diz Márcia Casz, diretora da IMM Esportes e Entretenimento, empresa responsável pela etapa brasileira do Mundial. Faz sentido, já que o Brasil terá direito a levar doze atletas para competir nas quatro categorias olímpicas. Novos talentos não faltam — basta visitar Madureira para comprovar.

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