Diga lá, meu irmão: novo documentário dá protagonismo a Gonzaguinha
Trinta e cinco anos após morte trágica em acidente, filho de Luiz Gonzaga tem finalmente sua trajetória levada à telona num documentário de Suzanna Lira
Três décadas e meia depois de sua trágica morte, aos 45 anos, num acidente de carro, o filho do sanfoneiro Luiz Gonzaga tem a sua própria história levada às telonas. Se em Gonzaga: de Pai pra Filho (2012) o foco estava na relação turbulenta entre os dois, Gonzaguinha, da Maior Liberdade estreia na quinta (3) dando o devido protagonismo ao cantor e compositor imortalizado por canções como É e Grito de Alerta.
Com ele, ganha holofotes um Rio que ajudou a forjá-lo, a partir de pontos como o Morro de São Carlos, onde nasceu, e a Praça da Bandeira, onde sofreu com enchentes. “Todas as músicas têm a ver com a origem carioca. A cidade partida levou à sua consciência social e às certezas políticas”, afirma a cineasta Susanna Lira, que uniu imagens de arquivo à dramatização de uma entrevista do artista para o Pasquim. Nessas cenas, ele é interpretado pelo ator André Dale, que já havia encarnado o papel em Homem com H, cinebiografia de Ney Matogrosso.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
“Não tem uma palavra no filme que não tenha sido dita pelo Gonzaguinha”, garante ela, , que com esta linguagem documental quer dar a oportunidade de as pessoas verem de perto como o compositor se expressava. O longa venceu o prêmio Best Narrative Documentary no Los Angeles Brazilian Film Festival.





